CRIME

Morte de empresário ‘Chefinho Cell’ foi encomendada por traficante em Manaus, diz polícia

Dois suspeitos foram presos três meses após a execução do empresário em sua loja de celulares. Polícia aponta que o traficante mandante ainda não foi localizado.
Redação Portal Norte
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A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o assassinato do empresário Rodrigo Silva dos Reis, 27, conhecido como “Chefinho Cell” em Manaus.

Dois suspeitos foram presos nesta quinta-feira (18), quase três meses após o crime: João Lucas Pimenta de Jesus, 24, o “Lukinha”, e Yago dos Santos Matos, 28.

Segundo as investigações, os dois confessaram participação na execução. De acordo com o delegado Adanor Porto, da Delegacia de Homicídios (DEHS), Lukinha foi quem efetuou os disparos contra a vítima.

Como foi a execução

O crime aconteceu dentro da loja de celulares de Rodrigo, na Avenida Francisco Queiroz, zona norte de Manaus.

Lukinha entrou no local e disparou várias vezes com uma pistola, atingindo Rodrigo com tiros na cabeça, no tórax e em outras partes do corpo.

Além do empresário, o irmão dele e um funcionário da assistência técnica também foram baleados.

Após o ataque, Yago ajudou na fuga e recebeu R$ 500 como pagamento.

‘Talaricagem’ seria motivação do crime

A investigação aponta que o homicídio do “Chefinho Cell” foi encomendado por um traficante em Manaus, que ainda não foi preso.

Segundo o delegado Ricardo Cunha, o motivo teria sido uma suposta traição amorosa: Rodrigo teria se envolvido com a namorada do criminoso que controla parte da Cidade Nova.

Lukinha, que também atuava no tráfico, teria tido uma dívida de R$ 12 mil perdoada como recompensa pelo crime. Ele não conhecia a vítima e recebeu instruções para confirmar a identidade antes da execução.

Recompensa e ligação com facção

Em depoimento, Lukinha e Yago confirmaram que o crime foi planejado e que receberam vantagens financeiras pela participação. Além do homicídio, ambos vão responder por terem ferido o irmão e o funcionário de Rodrigo.

A dupla possui envolvimento com uma facção criminosa e já tinha passagens pela polícia. As autoridades seguem investigando para localizar o mandante e desarticular a rede criminosa ligada ao caso.