Um grupo de motoristas denunciou ter sido ameaçado por flanelinhas após um show em Manaus, no fim de semana.
Segundo as vítimas, os homens chegaram a cobrar valores abusivos, entre R$ 60 e R$ 100, exigindo pagamento via Pix, sob ameaças de depredar os veículos.
De acordo com o relato de um advogado que presenciou a situação, as funcionárias dele foram as primeiras a estacionar e logo foram abordadas pelos flanelinhas.
“Eles já chegaram com um QR Code e exigindo o Pix. Quando recusamos, começaram a ameaçar, dizendo que se não pagássemos, poderiam quebrar, riscar ou até furtar o carro”, contou.
O advogado afirmou que também recebeu a mesma cobrança e tentou negociar.
“Falei que daria metade do valor e o restante na volta. Foi quando escutei que, se não pagasse na hora, o carro poderia ser danificado. Era uma ameaça direta.”
Polícia foi acionada
Diante das intimidações, ele decidiu acionar as autoridades e resolveu acionar as autoridades.
“Entrei em contato com os órgãos competentes e, felizmente, a Polícia Militar do Amazonas agiu rapidamente. Alguns flanelinhas foram presos, inclusive sob efeito de álcool e drogas”, relatou.
Apesar da ação policial, o denunciante criticou a ausência da Guarda Municipal e cobrou mais fiscalização por parte da Prefeitura de Manaus.
“Se pagamos impostos, é dever do poder público garantir segurança nesses locais”, afirmou.
Ele afirmou que levará a denúncia ao Ministério Público, cobrando providências. Além disso, destacou que mais de 10 pessoas foram vítimas da mesma situação durante o evento.
Valores abusivos dos flanelinhas e revolta dos motoristas
Segundo os relatos dos motoristas em Manaus, os flanelinhas cobravam entre R$ 60 e R$ 100 para “cuidar” dos carros, valores considerados abusivos.
Muitos motoristas, com medo das ameaças, acabaram pagando. Outros precisaram recorrer a estacionamentos privados, que também estavam com preços elevados.
“É um absurdo. Um casal que recebe salário mínimo mal consegue separar R$ 5 para deixar com um guardador. E ainda ter que pagar valores desses, sob ameaça, é revoltante”, disse a vítima.
O caso segue sob investigação, e os motoristas aguardam providências para que situações como essa não se repitam em grandes eventos da capital.