MANAUS

Terceiro suspeito de morte de psicólogo é preso em Manaus; relembre caso

Terceira prisão no caso do psicólogo morto em julho; polícia segue investigações e não descarta novas detençõ
Redação Portal Norte
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A Polícia Militar prendeu, no sábado (20), em Manaus, José Carlos de Souza Neto, de 33 anos, suspeito de envolvimento no assassinato do psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 40 anos.

O corpo da vítima foi encontrado em julho, em uma área de mata, com sinais de estrangulamento e mordidas, segundo a perícia.

De acordo com a 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a prisão de José Carlos aconteceu nas proximidades da feira da Manaus Moderna, no Centro. Familiares de Manoel reconheceram o suspeito circulando pelo local e acionaram os policiais.

Antes da captura, ele teria procurado uma residência acreditando ser da irmã da vítima. Segundo testemunhas, José Carlos disse que queria falar com a família para negar participação no crime. A moradora avisou a irmã do psicólogo, que comunicou o episódio à polícia.

O caso já havia resultado na prisão de Adenilson Medeiros, de 18 anos, conhecido como “Bisteca”, e de um homem identificado apenas como “Loirinho”. Com a detenção de José Carlos, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando o crime e não descarta novas prisões.

O suspeito foi encaminhado à DEHS, onde deve prestar depoimento. A polícia também apura a motivação do assassinato e busca identificar se há mais pessoas envolvidas.

Relembre o caso

Manoel Guedes Brandão Neto estava desaparecido desde a madrugada de 20 de julho, após sair de uma festa junina.

Câmeras de segurança registraram o psicólogo atravessando a rua próximo a uma lanchonete em Manaus, por volta das 6h15, pouco antes do desaparecimento.

O corpo foi localizado por uma pessoa em situação de rua em uma área de mata, nos fundos do antigo prédio da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, na Avenida Lourenço da Silva Braga, no Centro. O local foi isolado pela Polícia Militar, e uma equipe do Samu confirmou a morte.

Na época, familiares informaram que Manoel carregava apenas o celular e não tinha dinheiro. As linhas de investigação levantam a hipótese de latrocínio ou de crime motivado por homofobia, já que ele era homossexual.