Quatro homens foram presos suspeitos de integrar uma quadrilha de “piratas do rio” responsável por atacar uma embarcação no município de Borba, no Amazonas. A ação criminosa aconteceu na noite de segunda-feira (22) e a resposta policial levou menos de 24 horas.
A operação foi conduzida por equipes da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba.
Além das prisões, os agentes apreenderam armas, munições, motores de popa, embarcações e materiais usados nos crimes.
Tripulação feita refém
Segundo a polícia, os suspeitos estavam armados e encapuzados quando renderam a tripulação da balsa. Durante a ação, os criminosos mantiveram os trabalhadores como reféns e roubaram combustível, além de pertences pessoais.
A denúncia feita via Linha Direta permitiu que as equipes rastreassem um celular roubado, o que levou à localização do grupo em uma área de difícil acesso.
No local, foram encontrados objetos abandonados pelos suspeitos, que acabaram presos em flagrante.
Investigação aponta participação da tripulação
O delegado Jorge Arcanjo, da 74ª DIP, revelou que parte da tripulação da balsa tinha o hábito de desviar combustível durante as viagens no rio Madeira. A carga transportada era de cerca de 6 milhões de litros de diesel e gasolina.
De acordo com a investigação, um dos tripulantes negociou a venda de combustível com um dos suspeitos pelo valor de R$ 10 mil. Como o pagamento não foi feito, o encontro seguiu como combinado, mas acabou em assalto.
A cozinheira da embarcação, que não sabia do esquema, conseguiu enviar uma mensagem pedindo socorro, o que resultou na operação policial.
Armas e materiais apreendidos
Na ação, foram apreendidas uma espingarda calibre 12, uma espingarda calibre .32, munições de diferentes calibres, um simulacro de fuzil, além de embarcações, incluindo um “charuto” usado para transportar combustível. Também foram recuperados celulares e outros pertences da tripulação.
Segundo o major Andrey Oliveira, da PMAM, a integração entre Polícia Civil e Militar foi fundamental para a resposta rápida.
Os quatro presos vão responder por associação criminosa e roubo, e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.