VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem é preso após espancar ex-companheira e ameaçar jogar filha na frente de ônibus em Manaus

Homem de 33 anos é preso em Manaus por agredir ex-companheira e ameaçar jogar filha na frente de ônibus, descumprindo medidas protetivas.
Redação Portal Norte
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Um homem de 33 anos foi preso na sexta-feira (10) após agredir sua ex-companheira e ameaçar se jogar com a filha na frente de um ônibus, no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus.

Ele também é acusado de descumprir medidas protetivas que impediam qualquer aproximação da vítima, de 21 anos.

De acordo com a delegada Nathalia Oliveira, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Norte/Leste, o casal manteve um relacionamento conturbado, marcado por episódios de violência física e psicológica.

Juntos, eles têm dois filhos pequenos. A jovem relatou que o homem se tornava agressivo e possessivo, especialmente sob efeito de álcool e drogas.

Ameaças e tentativa de impedimento

O caso mais grave ocorreu no início deste ano, quando o agressor teria enforcado a ex-companheira e desferido um soco em seu seio, ameaçando matá-la caso ela tentasse deixá-lo.

Durante o ataque, ele usou uma das crianças para impedir que a mulher saísse de casa, dizendo que se jogaria na frente de um ônibus com a filha no colo.

A vítima registrou um Boletim de Ocorrência e conseguiu medidas protetivas de urgência, das quais o homem foi formalmente notificado.

Mesmo assim, ele voltou a procurá-la nos dias 4 e 5 de outubro, quebrando vidros, batendo insistentemente na porta e ameaçando invadir a residência.

Prisão e descumprimento das medidas

Diante da reincidência e das provas do descumprimento das medidas judiciais, o suspeito foi preso por policiais da DECCM Norte/Leste.

Ele permanece à disposição da Justiça e deve responder por lesão corporal, ameaça e descumprimento de medida protetiva.

A delegada reforçou a importância de denunciar casos de violência doméstica e de buscar apoio especializado: “As medidas protetivas são fundamentais para garantir a segurança da mulher, mas precisam ser respeitadas. A denúncia salva vidas”, ressaltou Nathalia Oliveira.