SAÚDE ANIMAL

Três cavalos morrem de raiva em Candeias do Jamari; veja como a doença se espalha

Autoridades sanitárias de Rondônia iniciaram ações de vacinação em propriedades rurais após confirmação do vírus em equinos. Morcegos hematófagos são os principais transmissores da doença fatal.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Três cavalos morreram contaminados com raiva animal no Ramal São Pedro, localizado na zona rural de Candeias do Jamari (RO).

A circulação do vírus foi identificada após um produtor rural perceber sintomas suspeitos em um dos equinos.

Segundo a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), equipes foram até a propriedade para averiguar a situação.

No local, encontraram um cavalo de aproximadamente três anos de idade com sinais da doença. Apesar de ser isolado, o animal não resistiu e morreu.

Após a morte, servidores da Idaron coletaram amostras do sistema nervoso central, a área do corpo atingida pelo vírus da raiva. No mesmo dia, o exame laboratorial confirmou a infecção.

Ações de controle e prevenção

Com a confirmação do foco de raiva animal, a Idaron iniciou ações de saneamento para conter a disseminação da doença que resultou na morte dos cavalos em Candeias do Jamari.

As medidas de vigilância e vacinação abrangem propriedades rurais em um raio de 12 quilômetros a partir do local do primeiro registro.

O Governo de Rondônia reforçou a importância de a população rural comunicar imediatamente à agência qualquer suspeita de sintomas em animais para evitar novos casos.

Como ocorre a transmissão da raiva?

De acordo com o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), a raiva é uma zoonose transmitida principalmente pelo contato direto com a saliva de animais infectados, seja por mordidas ou arranhões.

A doença afeta o sistema nervoso central de mamíferos e é fatal, não havendo tratamento curativo.

Morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) são os principais transmissores para herbívoros como bovinos e equinos. Por isso, a orientação é observar se há sinais de mordidas nos animais.

O produtor rural não paga pelos atendimentos nem pelos exames laboratoriais realizados pela Idaron.

Além disso, a descoberta de focos da doença não implica na interdição da propriedade nem no sacrifício do rebanho.