Brasília

Ensino médio: suspensão de cronograma é criticada por secretários de educação

Consed critica suspensão de cronograma de mudanças no Enem, que faz parte da reforma do ensino médio aprovada em 2017.
Redação Portal Norte
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O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) criticou a suspensão do cronograma de adaptação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nesta terça-feira (4).

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O governo Lula (PT) decidiu adiar os prazos de mudança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma das fases da reforma, mas não fala em revogação completa.

A mudança da prova, cujo formato ainda não estava definido, era prevista para 2024.

“Para o Consed, suspender o cronograma traz um risco de atraso que, no limite, pode até inviabilizar o novo Enem no próximo ano”, diz nota da entidade.

O governo vem sendo pressionado por entidades estudantis, associações educacionais e até por aliados do próprio PT a rever a reforma, aprovada em 2017 na gestão Michel Temer (MDB).

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Na nota divulgada à imprensa, o conselho lembra que há consulta aberta pelo governo federal sobre a reforma e, portanto, seria importante que qualquer decisão relacionada ao tema fosse tomada somente após a finalização da consulta.

Lula e o ministro da Educação, Camilo Santana, já sinalizaram intenção de fazer ajustes no modelo e abrir diálogo, mas não verbalizaram intenção de uma revogação completa, como reivindicam esses grupo.

O órgão lembrou ainda que o novo Enem foi constituído após longo debate em grupo de trabalho com a participação das redes estaduais, do próprio Ministério da Educação, do Inep, e também do Conselho Nacional de Educação.

Reforma do ensino médio

A reforma do ensino médio é uma mudança no formato do ensino médio (1º, 2º e 3º anos), aprovada em 2017.

Cerca de 60% da carga horária passa a ser de conteúdos obrigatórios comum a todos, como Português, Matemática e Química.

O restante (40%) é a parte flexível, com percursos optativos segundo o interesse do aluno ou uma formação técnica.

Entre as críticas ao modelo, estão o aumento das desigualdades entre escolas ricas e pobres e a falta de estrutura para a oferta de cardápios variados de disciplinas.

Também há queixas sobre a redução da carga horária obrigatória, o que reduz o tempo de formação dos adolescentes para os vestibulares.