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Galípolo: ‘Banco Central não tem papel sobre a regulamentação das bets’

Durante sabatina no Senado, futuro presidente do BC afirma que instituição não regulamenta bets, mas monitora impactos no endividamento das famílias brasileiras.
Redação Portal Norte
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Nesta terça-feira (8), Gabriel Galípolo é sabatinado pelo Senado Federal para presidir o Banco Central (BC).

Durante sabatina, Galípolo esclareceu que, embora o Banco Central não seja responsável pela regulamentação das bets, ele se preocupa com os impactos dessa atividades.

Ele citou as consequências no consumo e no endividamento das famílias.

Além disso, ele mencionou que o Banco Central mantém diálogo com bancos e instituições financeiras para obter dados relevantes.

Segundo Galípolo, os números obtidos são realmente “impressionantes”, destacando a necessidade de monitorar esses impactos de perto.

Ao enfatizar que “a responsabilidade do Banco Central é observar os efeitos econômicos das bets”, Galípolo sublinhou a importância de entender como o aumento do consumo e do endividamento pode afetar a estabilidade financeira das famílias brasileiras.

“O Banco Central não tem qualquer atribuição ou papel sobre a regulamentação das bets. É importante deixar isso claro! Mas sim sobre qual é o impacto no consumo e endividamento das famílias. Dialogamos com bancos e instituições financeiras para obter os dados e os números realmente impressionam”, concluiu.

Adicionalmente, durante a sabatina, Galípolo comentou que a atuação do BC é eficaz na manutenção da meta de inflação.

“Nós vamos estar sempre sujeitos a momentos mais desafiadores; no entanto, a atuação do Banco Central tem sido inequívoca na percepção da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional”, disse.

Bets no Senado

No Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM) pediu a suspensão das cadas de apostas online, as famosas “bets“, até que o setor seja regulamentado.

Além disso, Aziz afirmou a falta de fiscalização dessas casas de apostas e o impacto negativo das plataformas na economia e nas famílias brasileiras.

Por fim, ele apresentou dados alarmantes de um estudo recente do Banco Central, que revelou que 8 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família gastaram mais de R$ 11 bilhões em apostas.