Um vídeo que circula nas redes sociais neste fim de semana mostra duas meninas, aparentemente menores de 14 anos, consumindo bebida alcoólica e dançando em uma adega localizada na avenida Itaúba, zona leste de Manaus.
As imagens, registradas por frequentadores do local, revelam as jovens usando vestidos curtos e interagindo em meio a outros adolescentes. A cena chamou atenção não apenas pela falta de fiscalização, mas também pela exposição precoce a comportamentos típicos da vida adulta.
ECA proíbe venda de álcool a menores
No Brasil, a legislação é clara: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe vender, fornecer ou entregar bebidas alcoólicas a menores de idade.
A pena para o responsável pode chegar a quatro anos de detenção, além de multa e até interdição do estabelecimento envolvido.
O caso em Manaus levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos donos de bares e adegas que permitem a entrada de crianças e adolescentes, colocando em risco não apenas a integridade física, mas também o desenvolvimento emocional e psicológico deles.
Além disso, na última semana, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou uma lei para regular crianças influenciadoras digitais, que também fazem parte do debate do fenômeno da “adultização”.
Debate sobre ‘adultização’
A situação trouxe novamente à tona o debate sobre o fenômeno da chamada “adultização”. O termo é usado para descrever quando crianças e adolescentes são expostos precocemente a padrões de comportamento, consumo e estética típicos do mundo adulto.
Para especialistas, além de ser uma questão moral, a adultização pode representar uma ameaça ao desenvolvimento social e psicológico das futuras gerações.
Autoridades e Conselhos Tutelares têm reforçado a necessidade de campanhas de conscientização e de uma fiscalização mais rigorosa em bares, adegas, festas e eventos.