Uma família de Manaus denuncia que o filho, um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi vítima de importunação sexual dentro de uma escola pública localizada na zona Norte da capital.
Segundo os pais, o caso ocorreu quando o jovem jogava no celular e um colega de classe se aproximou para brincar.
Em seguida, o adolescente relatou ter sido tocado na coxa e nas partes íntimas pelo colega. O episódio teria acontecido dentro da sala da unidade de ensino.
O pai do menino, identificado como Lindomar, afirma que o filho ficou abalado desde então.
“Quero justiça, porque é fácil. Meu filho chega em casa chorando depois que outro coleguinha tocou nas partes dele. Está sem ânimo de ir para a escola. Peço ajuda das autoridades para investigar”, declarou.
Nota da Seduc
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar informou que o pai do aluno compareceu à Coordenadoria Distrital de Educação 6 (CDE 6) e que o relato foi acolhido pela direção escolar.
A pasta afirma, entretanto, que o estudante voltou atrás em sua fala e negou os fatos posteriormente.
Segundo a Seduc, o outro aluno envolvido também negou a situação, assim como uma testemunha que confirmou essa versão.
Ainda de acordo com a secretaria, a responsável pelo suposto agressor pediu a transferência do filho para outra unidade de ensino.
O órgão informou que o caso seguirá sendo acompanhado pelo Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise) e pela equipe psicossocial da CDE 6. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), confirmou que as diligências estão em andamento.
Família rebate versão oficial
A mãe do adolescente, porém, contesta a nota da Seduc. Em entrevista à TV Norte Amazonas, ela afirmou que em nenhum momento o filho voltou atrás sobre a denúncia.
“Isso é uma inverdade que eles estão falando. Em nenhum momento meu filho voltou atrás. Ao contrário, nós estamos ainda mais fortes para buscar justiça. Meu filho é vítima e queremos uma resposta da Seduc, não invenções”, disse.
Ela também relatou que desde a denúncia a família não recebeu acompanhamento do Conselho Tutelar e cobra providências urgentes.
O adolescente autista afirmou que chegou a relatar o caso ao diretor da unidade em Manaus, mas, em vez de apoio, teria sido instruído a omitir o ocorrido.
“Depois que aconteceu, eu fui lá com o diretor. Ele falou que não era nada de mais, que eu estava inventando e que não era para meter o nome da escola”, contou o jovem.
Assista à entrevista: