TRANSPORTE

Rodoviários paralisam transporte coletivo em Manaus; governo do AM e sindicato esclarecem impasse

Rodoviários fazem paralisação de advertência por atraso salarial e cobram solução até a tarde; prefeitura, sindicato e empresas trocam responsabilidades pelo impasse.
Redação Portal Norte
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Manaus registrou nesta quinta-feira (11) transtornos no transporte coletivo devido a uma paralisação de advertência organizada pelos rodoviários.

A mobilização começou de forma parcial, mas já deixou passageiros sem ônibus por mais de uma hora e gerou lentidão em vias movimentadas, como a Avenida Brasil, zona Oeste.

Durante a manhã, um coletivo foi interrompido em plena viagem, com passageiros a bordo, provocando protestos e aumentando o congestionamento na região.

Rodoviários cobram solução imediata após paralisação

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana informou que a categoria aguardava até as 14h30 uma definição sobre o pagamento de salários atrasados.

“O Sinetram precisa resolver esse problema junto com a Prefeitura. Se até o horário definido não tivermos uma posição, a categoria pode cruzar os braços de vez”, afirmou o vice-presidente do sindicato, Josenildo Mossoró.

Segundo ele, aproximadamente 600 mil pessoas utilizam diariamente os ônibus da capital, o que aumenta o impacto da paralisação na rotina da população.

Sinetram e Governo do Amazonas esclarecem impasse

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) reiterou que os recursos destinados ao custeio do transporte de estudantes da rede estadual, que também financiam parte do pagamento de salários, foram inicialmente depositados judicialmente, devolvidos ao Estado e aguardam liberação para repasse às empresas.

O Sinetram destacou que, assim que os valores forem liberados, o pagamento aos trabalhadores será realizado integralmente, reforçando que o diálogo com rodoviários e autoridades está aberto para preservar a regularidade do sistema de transporte coletivo.

O Governo do Amazonas, por sua vez, esclareceu que não tem responsabilidade pelo atraso no pagamento de salários.

Segundo a nota oficial, a relação do Estado com o Sinetram limita-se à aquisição de passes estudantis e que quaisquer obrigações trabalhistas são de responsabilidade das concessionárias e, em última instância, do Município de Manaus.

O Estado detalhou que, em agosto, depositou o valor destinado às meias-passagens estudantis, mas o Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública rejeitou o depósito em 3 de setembro e determinou a devolução ao governo estadual.

A transferência dos recursos está em tramitação, e a demora se deve à divergência de contas bancárias informadas pelo Sinetram e pela Prefeitura de Manaus.

A Prefeitura de Manaus não havia emitido nota sobre a negociação entre trabalhadores e empresas. A definição sobre a continuidade da circulação dos ônibus deve ocorrer após o prazo estabelecido pela categoria.