SAÚDE

Criança morre em Manaus após medicamento oral ser aplicado na veia, diz família

Criança de 4 anos morre após medicação oral ser aplicada intravenamente em hospital de Manaus. Hospital abriu investigação sobre o erro.
Redação Portal Norte
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O menino Benício Xavier Freitas, de 4 anos, morreu no último sábado (23) após complicações que teriam sido causadas por um erro durante atendimento em hospital e Manaus.

A família afirma que uma medicação de uso oral foi aplicada por via intravenosa, o que teria provocado a morte da criança.

De acordo com familiares, Benício havia sido levado ao hospital apresentando sintomas de faringite e gripe.

Durante o atendimento, os responsáveis relatam que houve uma falha grave na administração do medicamento, que deveria ser ingerido, mas foi introduzido diretamente na veia.

A família afirma estar abalada com o ocorrido e busca responsabilização pelo que consideram ter sido negligência médica.

Pai desabafa nas redes sociais

Benício era filho do engenheiro e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bruno Mello de Freitas, que publicou uma homenagem emocionada ao filho nas redes sociais:

“Meu filho Benício Xavier de Freitas. Sempre com esse sorriso meigo e alegre. A dor é imensa desde o dia 23/11, quando partiu para uma vida melhor (…) A luta por você será incansável e não mediremos esforços!”.

Ele também fez menção à mãe do menino, destacando a dedicação e amor no cuidado com a criança.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) emitiu nota lamentando a morte de Benício, filho do engenheiro e conselheiro institucional Bruno Mello.

A entidade prestou solidariedade à família, amigos e colegas, pedindo força para enfrentar o momento de luto.

Hospital confirma morte e abre análise técnica

Em nota oficial, o Hospital confirmou o óbito da criança e informou que instaurou uma análise técnica detalhada sobre todas as etapas do atendimento, conduzida pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente.

O hospital declarou ainda que está à disposição das autoridades competentes, reafirma compromisso com segurança, transparência e excelência, e não divulgará detalhes clínicos por sigilo médico e respeito à família.

A família informou que buscará responsabilização pelo ocorrido e deseja que o caso em Manaus seja investigado. Documentos e depoimentos devem ser encaminhados às autoridades competentes nas próximas semanas.

Até o momento, não há informações sobre abertura formal de inquérito policial ou pronunciamento de órgãos reguladores.