TECNOLOGIA

X ainda não voltou? Entenda a demora no retorno da plataforma

Após autorização do STF, retorno da plataforma depende da reconfiguração dos sistemas das operadoras de internet, que pode acontecer de forma gradual nos próximos dias.
Redação Portal Norte
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Após 40 dias de bloqueio, o X (antigo Twitter) ainda enfrenta demora em sua volta ao Brasil, apesar da autorização para retomada emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira.

A liberação depende agora das operadoras de telefonia e internet, após a notificação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ter sido feita nesta quarta-feira (9).

De acordo com a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT), agora que as provedoras forem notificadas, o retorno deve acontecer de forma rápida.

No entanto, alguns usuários já relataram ter conseguido acessar a plataforma, já que o tempo de propagação do desbloqueio na rede varia. Ou seja, a liberação pode ocorrer de forma gradual, atingindo alguns usuários antes de outros.

Por que o X ainda está bloqueado?

O atraso se deve ao fato de que as 20 mil provedoras de internet que operam no Brasil precisam reconfigurar seus sistemas para remover as restrições ao X. Após a notificação da Anatel, as empresas devem liberar o acesso em poucas horas, mas, dependendo do horário da notificação, o desbloqueio pode ocorrer apenas no início do dia seguinte.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Anatel efetue a liberação em até 24 horas, considerando que todos os requisitos legais foram cumpridos. A rede social do bilionário Elon Musk foi bloqueada após desrespeitar decisões do STF e declarar a retirada de sua representação no Brasil.

Além disso, a volta da plataforma dependia do pagamento de multas que somam R$ 28,6 milhões, que foi regularizado na última segunda-feira.

A decisão do bloqueio inicial foi tomada após o X não cumprir ordens judiciais e tentar remover sua presença no Brasil, resultando na suspensão da rede no país, onde é utilizada por 22 milhões de brasileiros.