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O Bailinn alia moda à música no cenário cultural: ‘É a forma que a gente vive’

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Bk, Victor Xamã, Kurt Sutil, Rafa Militão e outros são atrações - Foto: Divulgação/ Instagram @obailinn.

A 11ª edição de O Bailinn traz alguns dos grandes nomes do rap nacional e consolida a posição de agente cultural com foco na moda e na música, em Manaus.

A direção, de Gabriel “Joiaa” e Thayná Gomez, aposta no lifestyle urbano e na liberdade dos corpos para se diferenciar no cenário do entretenimento da região.

O rapper BK’ vai estar na capital amazonense pela primeira vez, ao lado dos artistas Victor Xamã, Kurt Sutil, Rafa Militão B2B M$E, LF, Nairle e Bruxos do Norte + Sem Apadreco.

Faltam apenas três dias e ainda há ingressos disponíveis. O evento acontece no sábado (20), no Espaço Via Torres, localizado na rua Visconde de Porto Seguro, com acesso pela avenida Governador José Lindoso (das Torres).

Entrevista: O Bailinn é moda, vivência e música

Para Thayná, psicóloga e criadora do evento, a ideia que foi “abraçada” desde cedo é “uma realização, um trabalho quase espiritual de saber que a gente está trabalhando com nosso propósito”.

Joiaa, que é especialista em direito penal e criminologia e também criador, entende O Bailinn como “um lifestyle, sobretudo é a forma que a gente vive. Tem tudo a ver com o que a gente ouve, vê diariamente e com o que a gente quer que as outras pessoas vejam, sob a nossa perspectiva”. Leia mais:

P: O que o evento entrega além do entretenimento musical?

Gabriel Joiaa: “Eu acho que a primeira coisa é ampliar os espaços para os artistas e fazer com que pessoas, tanto dentro da bolha quanto fora, conheçam o trabalho deles. A gente bate muito na tecla porque, independente da gente estar trazendo o BK, a gente faz questão de deixar uma line majoritariamente amazonense, manauara. E a entrega de uma cultura, que é embasada na realidade desses artistas, faz com que as pessoas possam ter acesso a esse tipo de arte, poder sentir o que está rolando aqui no ‘underground’ e expandir isso. Para que os artistas daqui possam ter uma projeção maior de público, espaço, reconhecimento. O benefício maior é o público poder enxergar e curtir da melhor forma possível o que o Amazonas pode entregar no quesito artístico da coisa”.

Pergunta: Como foi a criação do Bailinn?

Gabriel Joiaa: “Eu acho que o Bailinn nasceu de uma necessidade. Primeiro, porque nós somos artistas e tínhamos uma carência, na cena, de espaços onde podíamos nos sentir confortáveis e, ao mesmo tempo, apreciar a música de pessoas que tinham um estilo parecido com o nosso, uma vivência parecida com a nossa. A gente sempre buscou isso e, às vezes, não conseguia. Tinha alguns, mas a gente sentia que podia proporcionar um pouco mais daquilo que queria consumir. Como músico e como stylist, queríamos ter um ambiente onde a moda andasse junto com a música. É algo que está intrinsecamente ligado, que combina o lifestyle, por exemplo, do rap e do funk. Eles têm um diálogo muito forte com o estilo de vida, da correria, e eu acho que nasceu a partir de enxergar uma necessidade que nós mesmos tínhamos”.

Thayná Gomez: “Começou como necessidade de consumidores mesmo, de sentir que a gente poderia estar somando com um espaço onde as pessoas pudessem estar se expressando no vestir. Vejo a moda como veículo de comunicação, de identidade, e é importante para a gente ir para lugares onde a gente se sinta acolhido, pertencente, se vestir como a gente se sentir bem e saber que vão ter outros como nós”.

P: Como as pessoas podem se sentir livres no evento?

Gabriel Joiaa: “Primeiro de tudo, a gente sempre faz questão de pautar que no Bailinn as pessoas são livres, mantendo a linha do respeito com todo mundo. Não tem espaço para preconceito, xenofobia, homofobia, gordofobia. Todos são criteriosamente orientados que isso não é aceito dentro da nossa produção. Temos o público heteronormativo, mas também temos o público LGBT e o público negro. A gente se vê numa posição onde a gente quer essa segurança, esse respeito de poder viver num evento sem sofrer um ataque ou um preconceito”.

Thayná Gomez: “[A proposta] É poder proporcionar a experiência da pessoa ser o que ela é sem temer que vá viver as violências que enfrenta no cotidiano, às quais está sujeita. É um trabalho contínuo para a gente reforçar nossa equipe para estar preparada para receber todas as pessoas. A gente trabalha com cultura e comportamento, gosta de reforçar que as pessoas devem ser o que elas são”.

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