AMAZÔNIA

Festival do Futuro celebra legado de Chico Mendes e mobiliza juventude no Acre

Quarta edição do festival homenageia o legado do ambientalista e prepara jovens para debates sobre clima na COP 30.
Redação Portal Norte
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Inspirado na carta deixada por Chico Mendes aos “Jovens do Futuro”, o Comitê que leva o nome do líder seringueiro promoveu, em Rio Branco, a quarta edição do Festival do Futuro. O evento teve como propósito celebrar a memória do ambientalista e fortalecer a mobilização das juventudes em torno da luta por justiça climática e por uma sociedade mais justa e sustentável.

Festival do Futuro celebra legado de Chico Mendes e mobiliza juventude no Acre. Foto: Reprodução

A programação reuniu estudantes, professores, artistas e ativistas em um encontro marcado pela diversidade de expressões culturais e pela defesa do meio ambiente. Oficinas, apresentações artísticas e rodas de conversa integraram a agenda, valorizando a arte como ferramenta de conscientização e resistência.

De acordo com a coordenadora do Comitê Chico Mendes, Ana Luísa, esta edição tem um significado especial por ocorrer em um momento em que o mundo se prepara para a COP 30. Para ela, o festival reforça a importância da participação da juventude nos debates globais sobre o clima e na construção de alternativas para o futuro da Amazônia.

Programação reuniu estudantes, professores, artistas e ativistas. Foto: Reprodução

“Nesse ano, que é momento de COP 30 no Brasil, na Amazônia, a gente entendeu que era importante conversar sobre o tema. Então convidamos alunos das escolas de Rio Branco, professores, pessoas do setor público e privado, do movimento social, para toda a população que quiser participar, para todos se informar sobre essa realização. Falar sobre a juventude da Amazônia na COP 30”, afirmou.

Raimundo Mendes, uma das principais lideranças na defesa do meio ambiente na Amazônia destacou que o sonho de Chico Mendes vem se realizando por meio de diferentes seguimentos na sociedade, especialmente, entre a juventude.

“Para aqueles que estiveram junto com o Chico na luta em defesa dos povos tradicionais, na época chamados ainda de seringueiros, um momento desse é algo que testemunha aquilo que ele viveu, tudo o que ele construiu junto com a gente, mas também o que é trabalhado hoje”, apontou.

A inciativa propões duas formações, a “COP: que bicho é esse?”, voltada a organizações parceiras e integrantes do Comitê Chico Mendes e a “Crias de Chico na COP30”, direcionada ao público jovem de escolas da capital e do interior, com foco em introduzir e debater os impactos da Conferência para os territórios amazônicos.