ENERGIA

Ex-funcionários do Amazonas demitidos pela Eletrobras, após privatização, podem ser readmitidos

Projeto de lei aprovado no Senado permite que servidores públicos demitidos na privatização da Eletrobras sejam realocados em outras empresas estatais com equivalência de cargo e salário.
Redação Portal Norte
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Os quase quatro mil funcionários públicos concursados que foram demitidos com a privatização de seis distribuidoras de energia da Eletrobras, das regiões Norte e Nordeste, podem ser recolocados em outras empresas públicas.

Isso porque o Projeto de Lei n° 1791/2019 foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) no Senado Federal. Ele prevê a realocação dos empregados desligados após a privatização das empresas. A proposta altera a Lei n° 12.783/13 de 2019 que trata da concessão de energia.

Conforme o texto, os trabalhadores desligados de empresas adquirentes devem ser realocados para outras instituições públicas em um cargo de equivalência ao anterior, tanto em função quanto no salário.

Agora, o PL n° 1791/2019 segue para avaliação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Caso seja aprovado, será encaminhado para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A privatização da Eletrobras em 2022 causou demissões em massa. Os trabalhadores, aprovados nos concursos públicos, afetados foram das empresas:

  • Companhia Energética do Piauí (Cepisa)
  • Companhia Energética de Alagoas (Ceal)
  • Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron)
  • Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre)
  • Boa Vista Energia
  • Amazonas Energia

Associação de ex-empregados e empregados Públicos da Eletrobras Amazonas

A Associação de ex-empregados e empregados Públicos da Eletrobras Amazonas (AEEPEAM), por meio de nota, disse que a proposta também vai beneficiar empregados públicos demitidos com a privatização da Amazonas Energia em 2018.

“Em nota, os trabalhadores destacam a importância do PL 1791/2019 para garantir a realocação de profissionais qualificados e experientes em outras empresas públicas, valorizando o investimento público em sua formação.”

De acordo com a AEEPEAM, são 500 funcionários elegíveis a realocação no Amazonas, 325 em Roraima, 1000 no estado do Piauí, 700 empregados no Alagoas, 300 no Acre e 500 trabalhadores de Rondônia.