O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou, nesta quarta-feira (11), a taxa básica de juros (Selic) de 11,25% para 12,25% ao ano, marcando a maior alta do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão unânime surpreendeu o mercado, que projetava uma elevação menor, de 0,75 ponto percentual.
Segundo o comunicado do Copom, o aumento visa conter a inflação, que segue acima da meta estipulada para 2024.
O comitê destacou que novos ajustes de 1 ponto percentual estão previstos para as próximas reuniões, em janeiro e março de 2025, caso o cenário econômico atual se mantenha.
Inflação e economia aquecida pesaram na decisão
O Copom citou o dinamismo da economia brasileira, com crescimento do PIB e aumento no emprego, como fatores que ampliam o risco inflacionário.
A alta do dólar, que acumula valorização de mais de 20% em 2024, também foi apontada como elemento de pressão nos preços internos.
A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a encarecer o crédito e desaquecer a economia, reduzindo a demanda e os preços.
Novo comando no Banco Central em 2025
A reunião marcou o último encontro sob a presidência de Roberto Campos Neto, que será substituído por Gabriel Galípolo em janeiro de 2025.
Indicado pelo presidente Lula, Galípolo enfrentará o desafio de alinhar política monetária e fiscal em um cenário de incertezas globais e internas.
Impactos no mercado
A decisão do Copom reforça o compromisso com a estabilidade econômica, mas eleva os custos de financiamento e impacta o consumo e os investimentos.
Com a nova taxa, o Brasil passa a ocupar a segunda posição no ranking mundial de maiores juros reais.