A Defesa Civil do Acre, em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), distribuiu 300 cestas básicas para famílias indígenas em situação de vulnerabilidade nesta quarta-feira (22), em Rio Branco.
A ação busca garantir segurança alimentar e atender emergencialmente as necessidades dessas comunidades.
Os alimentos foram adquiridos com recursos da Defesa Civil do Acre e contam com o apoio do governo federal.
Soleane Manchineri, ouvidora-geral da DPE/AC, destacou que muitas das famílias atendidas já recebem algum tipo de assistência do governo, e a entrega das cestas básicas funciona como um reforço para garantir uma alimentação mais segura.
Ela ressaltou que, embora a Defensoria Pública não seja um órgão assistencialista, a iniciativa foi necessária diante da situação de fragilidade enfrentada pelas comunidades indígenas.
Soleane enfatizou a importância de parcerias para ampliar o apoio aos direitos humanos:
“Muitas das famílias beneficiadas já são assistidas pelo Estado, e essa ação serve como um complemento para uma alimentação mais segura, buscando diminuir minimamente as vulnerabilidades sofridas. Estamos fazendo o possível para ter maior aproximação com instituições como essa, que apoiam os direitos humanos e que possam levar assistência às famílias indígenas que moram na cidade de Rio Branco, fazendo com que tenham maior visibilidade e sejam devidamente atendidos”, disse.
Compromisso com comunidades vulneráveis
O tenente-coronel Francisco Cassiano, representante da Defesa Civil do Acre, afirmou que é essencial priorizar famílias indígenas e ribeirinhas em ações de apoio.
Ele falou sobre o compromisso da instituição: “Como instituição, buscamos ser um instrumento de apoio, sempre de prontidão para garantir o bem-estar e segurança de todos”.
Além da distribuição dos alimentos, as famílias participaram de uma roda de conversa conduzida por profissionais da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
Durante o encontro, os especialistas alertaram sobre os riscos do consumo excessivo de produtos ultraprocessados e incentivaram o retorno a uma alimentação mais natural, baseada em alimentos orgânicos e tradicionais.