O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta sexta-feira (20) que o conflito entre Israel e Irã pode “acender um fogo que ninguém poderá controlar”.
Em sua segunda semana, a guerra já deixou cerca de 300 mortos e ameaça envolver outras potências.
Enquanto bombardeios continuam — com mísseis iranianos atingindo cidades como Haifa e Berseba —, chanceleres da Alemanha, França e Reino Unido se reuniram com o ministro iraniano Abbas Araqchi, em Genebra, para tentar abrir um canal de negociação.
Araqchi afirmou que o Irã “não pode negociar sob fogo”, mas aceitou manter o diálogo com a Europa. Já os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, ainda avaliam se vão entrar oficialmente no conflito.
Prédio residencial em Tel Aviv após ataques do Irã.
— Fernanda Salles (@reportersalles) June 13, 2025
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Guerra entre Irã e Israel
A tensão aumentou após Israel intensificar os ataques a instalações militares e nucleares do Irã. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, alertou que atacar centros nucleares pode gerar vazamentos radioativos com impacto internacional.
O Irã, por sua vez, ameaça deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
No Conselho de Segurança da ONU, o embaixador israelense disse que o país está fazendo o que a organização deveria ter feito: desativar o programa nuclear iraniano. Já o Irã afirma que apenas exerce seu direito à autodefesa.
O momento do impacto direto de um míssil balístico iraniano contra o centro de Tel Aviv. pic.twitter.com/6onpo8Njg4
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) June 13, 2025
A diplomacia internacional tenta conter a crise. O presidente francês Emmanuel Macron propôs o fim do enriquecimento de urânio e do financiamento a grupos armados. Enquanto isso, Trump busca um cessar-fogo sem intervenção americana — o que é incerto diante do avanço dos ataques.
*Com informações da Folha de SP e Agência Brasil