O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai representar o Brasil na 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para quinta-feira, 3 de julho, em Buenos Aires, na Argentina.
O encontro marca o fim da presidência pro tempore argentina e o início da liderança brasileira no bloco sul-americano.
Durante o evento, os chefes de Estado dos países membros e associados discutem prioridades econômicas, sociais e de cooperação. Segundo a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, a liderança brasileira será estratégica.
“Não preciso ressaltar a importância que o Brasil atribui ao Mercosul no nosso objetivo maior de promover a integração regional, que é um objetivo constitucional, histórico e atual do presidente Lula e da diplomacia brasileira”, afirmou.

Brasil mira acordo com União Europeia
Entre as prioridades da nova presidência do Brasil no Mercosul está a conclusão do acordo com a União Europeia, que já passou pela fase técnica e agora aguarda trâmites institucionais nos países europeus.
“Temos a expectativa de assinar mesmo o acordo com a União Europeia, que está finalizado, passando por traduções para 27 línguas. O presidente Lula tem trabalhado diretamente com líderes como Emmanuel Macron para garantir essa assinatura”, explicou Gisela.
Além disso, o governo brasileiro pretende avançar na atualização da Tarifa Externa Comum, incluir os setores automotivo e açucareiro no regime comercial do bloco. Também em pauta, lançar um novo pacote verde, voltado à promoção do comércio sustentável e à valorização das credenciais ambientais da América do Sul.

Segurança e desenvolvimento
Outro ponto central da presidência brasileira será o fortalecimento da cooperação em segurança pública e do financiamento de projetos de infraestrutura por meio do FOCEM 2 (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul).
A nova fase do fundo vai priorizar obras que reduzem desigualdades regionais e promovem o desenvolvimento entre os países membros.
Gisela lembrou que, na primeira fase do FOCEM, cerca de US$ 1 bilhão foi investido em projetos como a Costaneira no Paraguai.
Agora, oito novos projetos brasileiros estão em fase de lançamento. “É um orgulho ver que o Mercosul é capaz de ajudar em obras tão fundamentais”, concluiu.
*Com informações da Folha do ABC e Portal Gir