MEIO AMBIENTE

Incêndio no Parque Nacional de Brasília: situação atual e desafios

Bombeiros combatem focos subterrâneos no parque após incêndio devastar 2,4 mil hectares. Situação menos crítica, mas risco de reacendimento permanece com temperaturas elevadas.
Redação Portal Norte
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O incêndio que devastou 2,4 mil hectares do Parque Nacional de Brasília e cobriu parte da capital com fumaça desde domingo (15) agora enfrenta novos desafios.

Embora as chamas visíveis tenham sido apagadas, o fogo continua subterrâneo e consome o material combustível debaixo da terra em dois focos ativos nesta terça-feira (17).

Com o aumento da temperatura durante o dia, há o risco de que as chamas possam se reiniciar.

Os bombeiros e brigadistas trabalharam durante a madrugada para controlar o incêndio, e a situação está menos crítica do que ontem, segundo Mauro Pires, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Felizmente a gente está agora com a situação mais controlada. O fogo está extinto? Não, não está extinto. Nós agora temos um momento que é de fazer esse monitoramento, fazer o combate ainda nas áreas remanescentes. A gente vai continuar esse trabalho, mas eu diria que aquele momento mais crítico felizmente ficou para trás”, disse Pires.

Fogo subterrâneo e dificuldades

De acordo com o ICMBio, o fogo só será considerado controlado quando não houver mais risco de expansão.

Atualmente, mais de 500 bombeiros e brigadistas estão atuando no combate ao incêndio, com o apoio de três aviões e um helicóptero.

O coronel Pedro Anibal, comandante do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), informou que mil agentes estão de prontidão para qualquer necessidade adicional.

Ele explicou que a dificuldade do incêndio subterrâneo é que as chamas não são visíveis, apenas a fumaça.

” Você não sabe exatamente onde está queimando. Então, a técnica empregada é contornar os pontos de fumaça com aceiros [faixas onde a vegetação é retirada para evitar a propagação do fogo] e jogando bastante água no local. Nós estamos com motobombas sendo instaladas para utilizar a água do próprio córrego Bananal para fazer esses resfriamentos “, detalhou Anibal.

O clima quente e seco, com 147 dias sem chuvas no DF, dificulta o trabalho das equipes e favorece a propagação do fogo.

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*Com informações da Agência Brasil