AMAZÔNIA

PL que institui o Programa Rios Livres da Amazônia avança no Senado

Senado aprova programa que visa conciliar navegabilidade dos rios com conservação ambiental na região. Proposta segue para análise de comissão de meio ambiente após ajustes na governança.
Redação Portal Norte
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A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou nesta terça-feira (30) o Projeto de Lei 4.199/2024, que institui o Programa Rios Livres da Amazônia. A iniciativa busca promover a navegabilidade e a conservação dos rios da região, conciliando transporte seguro e sustentável com a proteção dos recursos hídricos.

De autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), a proposta segue agora para análise da Comissão de Meio Ambiente (CMA). O relator, senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), deu parecer favorável ao texto, mas apresentou alterações na governança do programa.

O substitutivo apresentado elimina a criação de um Comitê Gestor e valoriza o papel dos Comitês de Bacia e dos entes federativos, a fim de evitar sobreposições e garantir a participação direta dos estados da Amazônia Legal nas decisões.

“Os ajustes realizados preservam a finalidade original do projeto e, ao mesmo tempo, asseguram maior participação social e efetiva integração federativa para a implementação das diretrizes voltadas à navegabilidade da Amazônia Legal”, afirmou Mecias.

Relator Mecias de Jesus. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

O programa prevê medidas para compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia Legal com a preservação da qualidade da água, incentivar a educação ambiental e reduzir poluição e danos ambientais.

Também estão previstos estímulos à participação social na gestão dos recursos, ao avanço da pesquisa científica e à adoção de tecnologias inovadoras no transporte hidroviário.

Além disso, o plano deverá ampliar ações de prevenção e adaptação frente a eventos críticos que afetem os rios, tanto de origem natural quanto decorrentes da ação humana.

Segundo Petecão, a ausência de infraestrutura, somada à poluição e à degradação ambiental, compromete o aproveitamento do potencial hidroviário da Região Norte. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2019, indicam que apenas 31% dos 63 mil quilômetros de rios com potencial navegável no país são explorados comercialmente.

O relator destacou que a proposta pode integrar preservação ambiental e desenvolvimento econômico, além de fortalecer a governança descentralizada e a participação de diversos atores sociais na gestão dos rios da Amazônia Legal.