Nacional

COP 26: Brasil deve assinar novo acordo de proteção de florestas

Brasil assina acordo sobre proteção de florestas na COP26 após período de incerteza sobre sua participação
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O acordo negociado em conferência sobre mudança climática deve prever compromisso de proteção de terras indígenas e de zerar o desmatamento no Brasil. O país decidiu assinar um novo e importante acordo sobre proteção de florestas que deve ser anunciado na COP26, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. A reunião acontece a partir deste fim de semana.

O acordo é tido como um dos mais importantes e a participação do Brasil, onde fica a maior parte da Amazônia, ainda era incerta. Mas o governo decidiu assinar o compromisso, o que indica um sinal de mudança no discurso internacional sobre política ambiental.

______________________________________

RELACIONADAS

Governo federal lança Programa Nacional de Crescimento Verde antes da COP26 que acontecerá na Escócia

+ Brasil quer zerar o desmatamento antes de 2030, diz ministro do Meio Ambiente

VÍDEO: Queimadas na região Norte terá reforço de 6 mil bombeiros, afirma ministro do Meio Ambiente

______________________________________

“O Brasil tem a expectativa que as maiores economias mundiais farão a sua parte também, em especial na redução ao uso de energias fósseis, causa principal do aquecimento global”, cobrou o embaixador, que chefia as negociações na COP26 pelo Brasil.

A participação brasileira, por causa da relevância da Amazônia para o equilíbrio climático, é considerada crucial.

Durante o encontro, que vai ocorrer entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro, compromissos em pelo menos quatro áreas serão negociados: proteção de florestas, transição para carro elétrico, financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento e eliminação do uso de combustíveis fósseis.

“A assinatura será um indicativo de mudança na política ambiental. É uma sinalização importante. Mas assinar esse acordo não vai ser suficiente. O país está com credibilidade abaixo de zero. Temos que demonstrar que o desmatamento vai cair através de medidas de comando e controle”, disse em uma entrevista ao site BBC News o biólogo Roberto Waack, que integra o conselho de administração da Marfrig, segunda maior empresa produtora de carne bovina do mundo. 

Com a adesão ao acordo, o Brasil estará se comprometendo a princípios que batem de frente com propostas em tramitação no Congresso Nacional que, até então, eram defendidas pelo governo federal, como legalização de terras públicas desmatadas para agricultura e liberação de mineração em territórios indígenas.

É possível que haja, inclusive, previsões de financiamento direto a povos indígenas para preservação do meio ambiente em seus territórios.

“O acordo só será possível de ser implementado se o setor privado, governo federal, governadores e produtores aderirem à iniciativa”, afirmou Ana Yang, da Chatham House.

Os termos do texto ainda estão sendo negociados, mas ele deve abordar quatro áreas: proteção a povos indígenas; promoção de uma cadeia ambientalmente sustentável de oferta e demanda de commodities; financiamento para promoção de economia verde; e defesa de regulamentações que limitem comércio internacional de produtos ligados ao desmatamento.

Para Waack, a adesão ao texto traz mais oportunidades econômicas que prejuízos à agricultura brasileira.

“O setor empresarial que está no mercado internacional já percebeu que tem muito mais oportunidades que barreiras”, disse o biólogo, que também é co-autor do livro Repensando a Amazônia.

_______________________________

ACESSE TAMBÉM:

As mais acessadas do dia

No Amapá, mulher é indiciada por não devolver PIX de R$ 600 enviado por engano

 

VÍDEO: Ex-detento é morto com vários tiros no bairro da Paz, em Manaus

 

Beneficiários nascidos em setembro recebem nesta sexta-feira a última parcela do auxílio

 

Sine Manaus e AM ofertam 221 vagas de emprego para esta sexta-feira

 

Vacinação contra febre aftosa será realizada em novembro em oito municípios