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Hospital afirma que menino Henry Borel já chegou morto na unidade, no RJ

Hospital onde Henry Borel foi levado afirma que criança chegou morta na unidade de saúde, documento mostra.
Redação Portal Norte
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O hospital Barra D’or, unidade hospitalar onde o menino Henry Borel foi levado na noite em que morreu, enviou à Justiça um documento em que afirma que a criança chegou morta à unidade de saúde.

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De acordo com o documento, “a criança, no momento de sua chegada, já apresentava, ao exame físico, sinais de rigidez em mandíbula e pupilas midriáticas fixas, condição que indicava a presença de parada cardiorrespiratória há algum tempo”.

O momento exato da morte do menino em março de 2021 é um fator importando no julgamento, pois a morte antes da chegada no hospital é um dos principais temas contestados pela defesa de Jairo Santos Júnior, o doutor Jairinho, preso acusado de ter matado a criança.

A defesa do padrasto de Henry alega que a criança pode ter morrido no hospital após ter passado por manobras de ressuscitação e que o procedimento teria causado a lesão hepática, apontada como causa da morte de Henry.

Jairinho alega inocência e afirma que Henry sofreu um pneumotórax que acabou deslocando seu coração.

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O caso

Jairinho e Monique Medeiros são acusados de homicídio triplamente qualificado com emprego de tortura pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

O ex-vereador está preso há mais de um ano, e Monique, estava em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica desde o dia 4 de abril e voltou a ser presa no dia 29 de junho.

Antes, o casal alegava acidente doméstico como causa da morte de Henry. Versão esta que foi confrontada com o laudo pericial, que apontou 23 lesões no corpo da criança e hemorragia interna causada por ação contundente.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), a morte de Henry foi causada por laceração hepática por ação contundente.

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