VIOLÊNCIA

Quem são as vítimas? Entenda o perfil por trás das mortes de pessoas trans no Brasil em 2024

Brasil mantém recorde de assassinatos de pessoas trans pelo 17º ano consecutivo, com 105 mortes em 2024. Mulheres trans e travestis pretas e pardas são as principais vítimas.
Redação Portal Norte
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Em 2024, o Brasil registrou 105 assassinatos de pessoas trans, mantendo-se como o país que mais mata essa população no mundo, pelo 17º ano consecutivo.

Apesar da redução de 14 casos em relação a 2023, a violência ainda é alarmante. O Dossiê da Rede Trans Brasil aponta que 38% das mortes ocorreram no Nordeste, seguido pelo Sudeste, que registou 33%.

O estado de São Paulo liderou em números absolutos, com 17 mortes. Minas Gerais, com 10, e Ceará, com 9, vieram na sequência.

A maioria das vítimas foram mulheres trans ou travestis (93,3%), pardas (36,5%) ou pretas (26%), entre 26 e 35 anos, e trabalhadoras sexuais.

Os casos mostram a prevalência de crimes em vias públicas e residências, principalmente por armas de fogo e facas. Em 66% das ocorrências, as investigações seguem em aberto, enquanto apenas 34% tiveram suspeitos presos.

Foto: Divulgação MDHC

Perfil das vítimas

A maioria das mortes registradas no Brasil envolve mulheres trans ou travestis, representando 93,3% das vítimas.

No caso dos homens trans, estes envolveram os 6,7% restantes. Desse total, as vítimas, em sua maioria, tinham entre 26 e 35 anos, eram pessoas pardas (36,5%) ou pretas (26%) e muito exerciam trabalho sexual.

O Brasil consome pornografia trans intensamente, mas é contraditoriamente o país que mais mata essa população. A luta por direitos e dignidade continua sendo um desafio diário para pessoas trans.

*Com informações da Agência Brasil