A recente proibição do uso de celular em escolas tem sido bastante discutida por especialistas e pela sociedade em geral.
Uma pesquisa recente do DataFolha, feita com 2.029 pessoas, de 113 municípios, registrou que entre os brasileiros com 16 anos ou mais, 62% são a favor da proibição dos celulares nas escolas – tanto nas salas de aula, quanto no intervalo.
Para quem tem filho de até 12 anos, a porcentagem sobe para 65%. Para o analista de políticas educacionais, Jackson Almeida, a medida é essencial para um melhor desempenho escolar.
“A ideia da restrição é combater o vício. Ele atrapalha na aprendizagem, desorganizando aulas, além de fragilizar a sociabilidade dos estudantes”, diz.
Almeida explica que a tecnologia será usada para o bem. “A restrição não altera o uso de tecnologias na educação quando se fala em propostas de práticas pedagógicas, ela é muito bem-vinda”, esclarece.
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O analista garante que a norma veio para que o contato entre os jovens se potencialize. “A lei é necessária em razão de resgatar de um recreio mais lúdico, com barulho e socialização. Nesse sentido, as competências interdimensionais dos estudantes são desenvolvidas, seja individual, social, cognitivo e prático. Tudo isso é direcionado pelos professores”, pontua.
Advertência
No Distrito Federal, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, disse ser a favor da proibição. Em entrevista à Rádio Metrópoles, a secretária disse ainda que estuda a implementação de um sistema de bloqueadores de sinais.
Hélvia informou que, caso os alunos sejam pegos com o aparelho, os professores poderão recolher e apenas os pais serão autorizados a reaver o celular.
Para o analista Jackson Almeida, é preciso que cada instituição avalie a forma de agir. “A ideia é que cada rede estabeleça protocolos rigorosos para limitar o uso. Se de fato houver a proibição, é preciso que tudo seja seguido de maneira firme. É preciso ter cuidado quanto ao uso excessivo e garantir boas medidas para o uso consciente”, expressa.