FRAUDE

Como ‘idosos de aluguel’ viraram moeda em esquema bilionário? Entenda operação da PF sobre fraude

Polícia Federal deflagra operação contra esquema que usava dados biométricos de idosos para criar identidades falsas e obter benefícios assistenciais. Prejuízo estimado chega a R$ 23 milhões.
Redação Portal Norte
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Um esquema de fraudes envolvendo benefícios assistenciais destinados a idosos foi deflagrado na manhã desta quinta-feira (6) pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Núcleo de Inteligência Previdenciária.

Sob o nome “Operação Melhor Idade – Segunda Fase”, as autoridades miraram em criminosos que agiam na falsificação de documentos públicos, abertura de contas bancárias, obtenção de benefícios de forma indevida e nos empréstimos consignados utilizando dados de “idosos de aluguel”.

Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão, um de prisão e seis medidas cautelares contra integrantes do grupo são cumpridos no Distrito Federal (DF), São Paulo (SP), Goiás (GO) e Piauí (PI)

O esquema 

A fraude era feita por empréstimo das características biométricas, com impressões digitais e fotos, dos “idosos de aluguel”, com objetivo de garantir legitimidade às identidades falsas.

A investigação aponta que alguns dos participantes conseguiram mais de 30 identidades.

Até o momento foram identificados 21 infratores, que manipulam uma média de 285 Cadastros de Pessoas Físicas e títulos eleitorais. 

Prejuízo 

A PF estima que as ações causaram prejuízo de R$ 23 milhões aos cofres públicos e que se não fosse interrompida poderia chegar a R$ 35 milhões, tendo em vista os valores que seriam pagos. 

Para lembrar

Em novembro de 2023, uma atuação parecida foi divulgada. Uma organização criminosa foi alvo da Operação Fictus. O grupo era especialista em fraudar benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e ocorria através de “idosos fictícios”.