FUTEBOL

Au revoir, Payet! Vasco prepara rescisão antecipada após afastamento do jogador

CEO do Vasco confirma negociações para encerramento antecipado do contrato do meia francês, que está afastado desde abril. Saída ocorre em meio a denúncias de agressão.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Vasco da Gama está trabalhando pela rescisão antecipada do contrato de Dimitri Payet, que não deve mais atuar pelo clube.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (2) pelo CEO cruz-maltino, Carlos Amodeo, durante o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, na sede da CBF.

O vínculo do meia francês com o Vasco vai até o dia 31 de julho, mas, segundo Amodeo, as conversas com o jogador e seus representantes visam um encerramento antecipado, de forma consensual.

“Payet encerra no dia 31 de julho. Estamos em contato com o jogador para um término antecipado de comum acordo. Vamos ter uma parada até dia 12 do mês subsequente. O contrato vence 15 dias depois. Estamos em contato com os agentes para encerrar o contrato de trabalho”, declarou o dirigente.

Sem jogar desde abril

Payet, que terá rescisão antecipada, não entra em campo desde o dia 15 de abril, quando participou do segundo tempo da derrota do Vasco por 2 a 1 para o Ceará, no Castelão, pela 4ª rodada do Brasileirão.

Recentemente, ele foi liberado pelo clube para retornar à França, alegando “questões pessoais”, e não participou da partida contra o Red Bull Bragantino.

Na temporada, o camisa 10 disputou 17 dos 34 jogos do time, sendo titular em apenas quatro ocasiões.

Desde que foi contratado, em agosto de 2023, Payet fez 75 partidas, marcou 7 gols e deu 12 assistências com a camisa cruz-maltina.

Amante de Payet denuncia jogador

Larissa Ferrari, ex-amante de Payet – Foto: Reprodução/X

A saída de Payet ocorre em meio à repercussão de graves acusações feitas pela advogada Larissa Ferrari, com quem o jogador manteve um relacionamento extraconjugal. Ela o denunciou por agressões físicas, psicológicas, morais e sexuais.

De acordo com Larissa, as agressões se intensificaram ao longo do envolvimento, iniciado em agosto de 2024 e encerrado em março deste ano.

A advogada apresentou provas de hematomas e registrou dois boletins de ocorrência, um no Rio de Janeiro e outro no Paraná, além de solicitar uma medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.

Payet alega relação consensual

Na versão apresentada à Justiça, Payet negou qualquer tipo de coerção ou violência. O jogador afirma que a relação foi marcada por práticas sadomasoquistas consensuais, com ambos participando de fantasias sexuais extremas, incluindo uso de fantasias, urina e submissão.

Um dos principais pontos da defesa é a tentativa de comprovar que as marcas no corpo de Larissa resultaram de práticas consensuais e não de agressões.

Larissa Ferrari voltou a se manifestar publicamente, reiterando as acusações contra Payet. Além de relatar as agressões, ela afirmou que o jogador mantinha um comportamento “passivo e submisso” nas relações íntimas.

A advogada também divulgou prints de conversas com o francês e expôs detalhes sobre a vida sexual do casal, o que ampliou ainda mais a repercussão do caso.