A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações sobre um esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Informações (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O relatório final pede o indiciamento do ex-presidente, do seu filho, vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que também foi diretor da Agência.
Além deles, o atual diretor, Luiz Fernando Corrêa, também foi indiciado.
Na mira do espião
Conforme as investigações, foram monitoradas as seguintes autoridades, servidores e jornalistas:
Poder Judiciário
- Ministro Alexandre de Moraes;
- Ministro Dias Toffoli;
- Minsitro Luís Roberto Barroso;
- Luiz Fux.
Câmara
- Ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL);
- Deputado Kim Kataguiri (União-SP);
- Ex-deputado Rodrigo Maia;
- Ex- deputada Joice Hasselmann;
- Ex-deputado Jean Wyllys (PSOL).
Senado
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Omar Aziz (PSD-AM);
- Renan Calheiros (MDB-AL);
- Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).
Executivo
- João Doria, ex-governador de São Paulo;
- Servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges;
- Auditores da Receita Federal do Brasil Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.
Jornalistas
- Monica Bergamo;
- Vera Magalhães;
- Luiza Alves Bandeira;
- Pedro Cesar Batista.