DIREITOS HUMANOS

Fim de agosto marca entrega das primeiras certidões de óbito retificadas de vítimas da ditadura

Cerimônia em Belo Horizonte marca início da entrega de certidões retificadas de vítimas da ditadura militar, com objetivo de resgatar a memória e a verdade sobre mortes e desaparecimentos políticos.
Redação Portal Norte
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Por meio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), acontece, no dia 28 de agosto, a primeira cerimônia de entrega de certidões de óbito retificadas de pessoas mortas e desaparecidas políticas durante a ditadura militar.  

O movimento vem da Resolução nº 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e compreende um calendário de solenidades que ocorre até dezembro, quando o  II Encontro Nacional de Familiares de Pessoas Mortas e Desaparecidas Políticas acontece, em Brasília.

O objetivo é  garantir registros corretos e resgatar a memória e a verdade sobre as vítimas de graves violações de direitos humanos no período. A parceria é do CEMDP,  MDHC, CNJ e  Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais. 

O evento ocorrerá às 16h, no Auditório José Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, integrantes da comissão e outras autoridades. 

Rubens Paiva

Em janeiro, a certidão de óbito do ex-deputado Rubens Paiva foi corrigida em São Paulo, e passou a registrar a morte como assassinato de forma “violenta, causada pelo Estado brasileiro”.

Até então, o documento de 1996 apenas relatava o desaparecimento do político desde 1971.