POLÍTICA

Entenda como acontece a indicação e aprovação de ministros do STF

Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Lula terá oportunidade de fazer sua terceira indicação ao STF. Conheça os requisitos constitucionais e as etapas do processo no Senado.
Redação Portal Norte
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O anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) abre caminho para que o presidente Lula (PT) realize sua terceira indicação à mais alta Corte do país neste mandato.

Em junho de 2023, Lula indicou Cristiano Zanin para substituir o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Zanin tomou posse em agosto do mesmo ano. 

Já em setembro de 2023, com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, o presidente escolheu Flávio Dino, que assumiu o cargo em fevereiro de 2024.

Critérios constitucionais

A Constituição Federal garante ao presidente da República a livre escolha do indicado, desde que sejam atendidos alguns requisitos:

  • Idade entre 35 e 75 anos;
  • Notável saber jurídico, ou seja, amplo conhecimento na área do Direito;
  • Reputação ilibada, com histórico de conduta ética e íntegra.

Etapas no Senado

Após a indicação, o nome é analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O processo ocorre em três fases:

  1. Sabatina: o indicado responde a perguntas sobre temas jurídicos e sociais, como drogas e aborto, além de sua trajetória e opiniões;
  2. Parecer da CCJ: após a sabatina, os membros votam de forma secreta; a aprovação por maioria simples encaminha o nome ao plenário;
  3. Votação no plenário: é necessária a maioria absoluta (pelo menos 41 dos 81 senadores) para confirmar a indicação e permitir a nomeação oficial pelo presidente.

Aposentadoria antecipada

Barroso, nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, presid8iu o STF de setembro de 2023 até setembro de 2025.

Durante sua passagem pela Corte, foi relator de casos de grande impacto, como a suspensão de despejos na pandemia, a instalação da CPI da Covid, a restrição do foro privilegiado e a execução imediata da pena imposta pelo júri.

Embora pudesse permanecer até completar 75 anos, o ministro decidiu antecipar sua aposentadoria.

Ele nega que as sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) tenham influenciado sua decisão de se aposentar antecipadamente da Corte.