SEGURANÇA

Quem era Penélope, a ‘musa do crime’ morta com tiro de fuzil no rosto no Rio de Janeiro

Liderança do Comando Vermelho que ficou famosa nas redes sociais por exibir armas foi morta durante operação policial no Complexo do Alemão.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Penélope, que ganhou fama nas redes sociais por exibir armas e roupas táticas, era vista pela polícia como uma das lideranças de campo da facção. Investigações indicam que ela era responsável por coordenar pontos de vigilância, proteger rotas de fuga e auxiliar no controle de áreas dominadas pelo CV.

Durante o confronto com as forças de segurança, a “Japinha” usava farda camuflada, colete balístico e levava consigo compartimentos para carregadores de fuzil. Segundo agentes que participaram da operação, ela teria reagido à abordagem e foi atingida por um disparo fatal no rosto.

O corpo foi encontrado próximo a uma das principais entradas do Complexo do Alemão, após horas de intenso tiroteio.

Mensagens antes da morte

Horas antes de morrer, Penélope trocou mensagens com uma amiga, revelando o clima de desespero em meio à ofensiva policial. “Eles estão aqui em cima de nós. A bala tá comendo. O helicóptero tá rodando”, teria escrito em um dos últimos contatos, segundo reportagem do Metrópoles.

As conversas mostram que ela estava cercada e tentava escapar do cerco armado pelos agentes. Minutos depois, foi morta em confronto.

Da internet ao confronto: a “musa do crime”

Penélope ficou conhecida no submundo do tráfico e fora dele por adotar uma estética militarizada e exibir armas nas redes sociais. As imagens circularam amplamente e fizeram dela uma figura de destaque dentro da facção — símbolo de poder e status entre os criminosos.

A notoriedade online, somada à proximidade com chefes do Comando Vermelho, ajudou a consolidar sua imagem como a “musa do crime”.

Operação mais letal da história do Rio

A morte de Penélope ocorreu durante a Operação Contenção, deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025. A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e de forças especiais, com o objetivo de enfraquecer a estrutura do CV nas comunidades da Penha e do Alemão.

O balanço oficial aponta 121 mortos, entre eles quatro policiais, além de 113 prisões — 33 de pessoas vindas de outros estados. A ofensiva paralisou o transporte público, bloqueou vias e provocou pânico entre os moradores.