SEGURANÇA PÚBLICA

Policiamento fluvial ganha força com aprovação de projeto no Senado

Comissão aprova criação de unidades especializadas em policiamento fluvial para combater crimes nos rios da Amazônia, onde atuam grupos criminosos conhecidos como 'piratas do Norte'.
Redação Portal Norte
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A proposta que obriga polícias civis e militares a criarem unidades específicas para investigar crimes e fazer rondas nos rios foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública (CSP) na última terça-feira (11). 

Agora, o projeto vai para a Câmara dos Deputados, a não ser que recurso seja apresentado para votação no Plenário do Senado 

Relator do projeto, o senador Marcio Bittar (PL-AC) manteve a originalidade do texto do autor, senador Sérgio Petecão (PSD-AC), ajustando a redação.

Para Bittar, o fato da Constituição Federal e as leis orgânicas da Polícia Militar e da Polícia Civil não definirem quem deve realizar o policiamento fluvial, prejudicaria a segurança nesses locais.

“Ocorre que os rios, especialmente os da Amazônia, vêm sendo constantemente palco de crimes. Conhecidos como ‘piratas do Norte’, os criminosos, aproveitando-se da ausência do Estado, abordam balsas e canoas para roubar, a fim de financiar outras atividades ilegais, como o garimpo ilegal”, disse. 

Policiamento em rio. Foto: reprodução/Defesa Civil do Amazonas.

O texto estabelece que o policiamento fluvial será de responsabilidade das Polícias Militares, enquanto as investigações caberão às Polícias Civis. Para isso, o projeto propõe alterações nas leis orgânicas dessas corporações: a Lei 14.751 e a Lei 14.735, respectivamente.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) aponta que o projeto busca especializar as polícias para melhorar a segurança pública.

“É importante que haja destacamento das polícias militares com treinamento específico para o patrulhamento. Não é simplesmente colocar três ou quatro policiais numa embarcação. As estradas amazônicas são os rios, que também são rotas do narcotráfico”, comentou.

Hoje, a Polícia Federal e a Marinha já atuam no combate a atividades criminosas nos rios brasileiros.