POLÍTICA

Moraes encerra investigação sobre obstrução de eleitores no segundo turno de 2022

Ministro do STF arquiva investigação sobre tentativa de impedir votação no segundo turno de 2022 após parecer da PGR indicar falta de provas contra delegados da Polícia Federal.
Redação Portal Norte
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (22), o arquivamento das investigações sobre a suposta tentativa de impedir o deslocamento de eleitores aos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022.

A decisão atende a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou não haver provas suficientes para indiciar os delegados da Polícia Federal Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira.

“Na presente hipótese, não se verifica nos autos indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal em relação aos investigados ALFREDO DE SOUZA LIMA COELHO CARRIJO e LEO GARRIDO DE SALLES MEIRA, não existindo, portanto, na presente petição, nenhum indício real de fato típico praticado pelos requeridos.”

Na mesma investigação, também eram citados o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, e a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Ferreira de Alencar,  O inquérito em relação a eles foi arquivado porque já houve condenação nos respectivos casos.

Na decisão, Moraes também arquiva investigação contra Fernando de Sousa Oliveira, absolvido durante o julgamento da tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

“Com relação à FERNANDO DE SOUSA OLIVEIRA, SILVINEI VASQUES, MARÍLIA FERREIRA DE ALENCAR e ANDERSON GUSTAVO TORRES, verifica-se que os fatos objeto desta Pet foram devidamente analisados nos autos da Ação Penal 2693/DF que resultou na absolvição de FERNANDO DE SOUSA OLIVEIRA e nas condenações de SILVINEI VASQUES E MARÍLIA FERREIRA DE ALENCAR, bem como nos autos da Ação Penal 2668/DF, tendo ANDERSON GUSTAVO TORRES sido condenado.”

Entenda as condenações

Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão e cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, conhecido como Papudinha.

O ex-ministro da Justiça foi apontado como integrante do núcleo central do julgamento sobre a trama golpista.

Silvinei Vasques também recebeu condenação do STF, de 24 anos e seis meses de prisão, por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022.

De acordo com a Corte, ele fez parte do núcleo 2 da trama, responsável pelo monitoramento de autoridades e por ações que dificultaram o deslocamento de eleitores no Nordeste.

Já Marília Ferreira de Alencar, igualmente ligada ao núcleo 2, foi condenada pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ela cumpre pena de 8 anos e seis meses em regime de prisão domiciliar.