SEGURANÇA PÚBLICA

Guardas municipais são afastados após vídeo espancando homem em prédio abandonado de Manaus; veja

Sete agentes foram afastados após vídeo mostrar guarda espancando homem rendido em prédio abandonado do Centro de Manaus. Caso foi registrado como tortura.
Redação Portal Norte
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Sete agentes da Guarda Municipal de Manaus foram afastados das funções após a divulgação de um vídeo que mostra um deles agredindo um homem rendido e algemado.

O caso aconteceu dentro de um prédio abandonado no Centro da capital amazonense, entre a avenida 7 de Setembro e a rua Gabriel Salgado, e ganhou repercussão nesta quinta-feira (24), após as imagens viralizarem nas redes sociais.

Na gravação, o guarda Francisco das Chagas Eugênio de Araújo aparece batendo com um cassetete em um homem sentado no chão, sem apresentar resistência. Além disso, outros agentes assistem à cena, um deles filma e nenhum interfere.

Em tom de deboche, Francisco diz: “Tu só vai apanhar. Desmaia, descansa aí que depois vai tomar outro pai”.

Veja vídeo:

Momento em que guardas municipais agridem homem em Manaus.

Tortura

A polícia registrou o caso como tortura no 24º Distrito Integrado de Polícia. De acordo com informações, Francisco relatou, em depoimento, que o episódio aconteceu no dia 12 de abril, durante um patrulhamento de rotina.

Além disso, ele afirmou que o homem tentava furtar um motor e justificou o uso da força como necessário, negando a prática de tortura.

A vítima, um morador em situação de rua, não teve a identidade revelada e os agentes não a levaram à delegacia. A equipe não encontrou nenhum item furtado com o suspeito.

Guardas municipais investigados

Em nota, a Prefeitura de Manaus declarou que repudia a agressão, classificou o episódio como inadmissível e determinou o afastamento imediato dos envolvidos.

A administração também recolheu as armas dos guardas e instaurou um processo disciplinar para investigar os fatos.

Por fim, a Secretaria Municipal de Segurança Pública reforçou que vai apurar rigorosamente qualquer desvio de conduta e afirmou que a postura dos agentes não reflete os princípios da corporação.