A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) pediu, nesta segunda-feira (7), o acompanhamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) no caso do adolescente Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, morto após sofrer agressões em Manaus.
O jovem foi espancado após questionar por que estava sendo chamado de “viadinho” no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste da capital.
“Estou requerendo o acompanhamento da investigação da morte do menino Fernando, assassinado aos 17 anos em um crime de motivação homofóbica. É revoltante pensar que, por questionar uma ofensa, ele perdeu a vida”, escreveu a deputada em publicação nas redes sociais.
Erika também denunciou que, segundo relatos da imprensa local, pessoas a mando dos agressores teriam comparecido ao velório de Fernando para filmar o caixão.
“Isso é desumano. É inaceitável que um jovem saia para comprar leite e, por causa da homofobia, nunca mais volte para casa”, declarou, afirmando que colocou seu mandato à disposição da família.
Estou requerendo, ao Ministério dos Direitos Humanos, o acompanhamento da investigação da morte do menino Fernando Vilaça, assassinado aos 17 anos em um crime de motivação homofóbica em Manaus.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) July 7, 2025
É inaceitável um jovem sair para comprar leite e, pela homofobia alheia, não voltar… pic.twitter.com/Pnv4TOct1L
Adolescente morto em Manaus
A pressão por justiça aumentou após a confirmação da morte cerebral de Fernando, no sábado (5). O laudo preliminar do IML apontou que ele sofreu traumatismo craniano, edema cerebral e hemorragia intracraniana por ação contundente.
Parentes descrevem o estudante como calmo, sonhador e apaixonado por animais. Ele cuidava de 10 gatos e dois cachorros com a ajuda do programa federal Pé-de-Meia.
“O que fizeram com ele foi brutal. Ele era um menino bom, estudioso, e não merecia isso”, disse o irmão Bob.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga o caso.