Uma mulher de 21 anos foi brutalmente espancada pelo próprio marido, no último domingo (10), e abandonada em uma canoa na comunidade Soares, localizada às margens do rio Madeira, em Autazes, no interior do Amazonas.
A vítima, identificada como Luciana Pereira Rodrigues, é mãe de duas crianças pequenas e, segundo familiares, escapou por pouco de uma tentativa de feminicídio.
Em entrevista ao Povo na TV, a avó da vítima, Maria Auxiliadora, relatou como o crime aconteceu e pediu por justiça.
Segundo ela, o ataque aconteceu durante uma comemoração do Dia dos Pais. Luciana foi atraída para uma canoa pelo marido, Diego Rodrigues Amazonas, de 26 anos, que alegou querer verificar se a embarcação estava atracada. Ao chegar, ele a empurrou e conduziu o barco para longe da margem, iniciando as agressões.
De acordo com o relato da avó, Diego utilizou um remo para bater repetidamente na vítima, causando ferimentos graves, incluindo braços quebrados, um corte profundo na cabeça e o nariz fraturado. Luciana foi deixada quase inconsciente na beira do rio.
Fuga e ameaças à família
Após o crime, Diego fugiu e, segundo informações da família, teria ido para Itacoatiara. No entanto, há relatos de que ele continua rondando a região. A avó da vítima, Maria Auxiliadora, afirmou que a família tem recebido ameaças da irmã do agressor.
A irmã dele ligou para o meu filho, e ameaçou o meu filho que acontecesse alguma era para meu filho se preparar porque ia ter volta. Eu, como mãe, eu não aguentaria ver uma filha minha naquela situação. Eu, como avó, eu não sei se eu tenho coragem de ficar de frente com ele”, contou.
Estado de saúde e luta pela guarda das crianças
Luciana está internada em Autazes, onde recebe atendimento médico, já que na comunidade não há estrutura adequada. Ela apresenta inchaço nas mãos e no rosto, dificuldades para respirar, dores intensas nas costas e no corpo, além de ferimentos visíveis.
A avó pediu que a guarda das duas crianças, uma delas com apenas um ano e ainda em fase de amamentação, seja concedida à mãe, afirmando que Luciana tem condições de criá-las.
“Ela é trabalhadora e não merece passar por isso. Um cachorro hoje em dia, se for maltratado, o agressor vai preso. E ele ainda está solto”, desabafou.
O boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (11), mas até o momento ele não foi localizado. A família pede por justiça.
“Eles mexeram com a pessoa errada. Ela não sabe se defender, foi criada no interior e não conhece a cidade. Não é justo que ele fique solto depois do que fez”, disse Maria Auxiliadora.
O caso será investigado pela polícia, que busca informações sobre o paradeiro do agressor.