A Polícia Civil do Amazonas confirmou que Júlio César Santos das Chagas, de 34 anos, morto a tiros no Shopping Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, tinha histórico em uma facção criminosa de Manaquiri, município a 60 km da capital. Segundo investigações, ele foi expulso do grupo e se tornou ‘jurado de morte’.
No momento do ataque, Júlio César estava acompanhado da ex-companheira, da atual esposa e de duas filhas menores. A vítima tentou fugir para dentro do shopping, mas acabou sendo atingida e morreu no local.
O delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ricardo Cunha, detalhou que o homicídio foi planejado.
“Ele estava escondido em Manaquiri, mas naquele dia veio de barco para passar um momento com a família em Manaus. Na investigação, identificamos a presença de dois veículos, sendo que um deles passou o dia todo seguindo Júlio César, juntamente com o atirador, aguardando o momento para executar a ação”.
Dois suspeitos já foram presos: Eduardo Fernandes Torres, 25 anos, e Matheus Marreiros de Lima, 28 anos. Um terceiro envolvido, Ronaldo Davi Nascimento Mendes, segue foragido.
O caso é investigado como homicídio qualificado, com indícios de emboscada e motivação ligada ao passado criminoso da vítima.
A polícia disponibilizou os números (92) 98118-9535, 197, (92) 3667-7575 ou 181 para informações sobre o paradeiro do suspeito foragido.
Passado criminal da vítima
De acordo com a 19ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), Júlio César já havia sido preso por tráfico de drogas e cumpriu pena na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), sendo liberado em 2019.
A motivação do crime está diretamente relacionada à sua saída da facção criminosa e à condição de ‘jurado de morte’, conforme apurado pelas autoridades.
Após os disparos, lojas do shopping foram fechadas e clientes buscaram abrigo. Até o momento, não há registro de outros feridos.
Em nota, a administração do Shopping Ponta Negra classificou o episódio como uma “ocorrência de caráter isolado” e afirmou que está colaborando com as autoridades, encerrando as atividades mais cedo e reforçando medidas de segurança.
A polícia continua as investigações, analisando imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para localizar o suspeito foragido e esclarecer todos os detalhes do homicídio.