ECONOMIA

Governo estuda alternativa para isentar carnes de imposto

Governo propõe cashback para população de baixa renda em vez de isentar carnes de imposto, evitando aumento da alíquota do IVA para 27,03%.
Redação Portal Norte
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A isenção de imposto sobre carnes elevaria a alíquota geral do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) em 0,53 ponto percentual.  Segundo cálculo da Receita Federal, a taxação passaria de 26,5% para 27,03%. 

A estimativa é um pouco inferior à do Banco Mundial, que calcula impacto de 0,57 ponto percentual no IVA. Caso o Congresso inclua a carne na lista de exceções, o Brasil terá a maior alíquota do mundo de IVA, superando a Hungria, que tem alíquota de 27%. 

Pelo modelo da reforma tributária, a inclusão de exceções, como alíquotas mais baixas e regimes especiais, eleva a alíquota para os demais produtos.

Alternativa

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou nesta terça-feira (9) sobre uma alternativa à não isenção de imposto sobre carnes. A declaração foi após uma reunião do ministro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários para debater a regulamentação da reforma tributária

Segundo Haddad, uma saída seria  aumentar o cashback para pessoas que não têm condições de pagar “o valor cheio” do produto.

Por esse caminho, todos os consumidores pagariam o imposto sobre a carne na hora da compra.  Os mais pobres, no entanto, receberiam esse dinheiro de volta, nos cartões do Cadastro Único (Cadúnico) ou em algum outro método a ser definido.

“Está em discussão aumentar aquela parcela do imposto que é para as pessoas que estão no Cadastro Único. Isso é uma coisa que tem efeitos distributivos importantes. Então, às vezes, não é isentar toda a carne, mas aumentar o cashback de quem não pode pagar o valor cheio da carne”, afirmou Haddad.

Na noite desta terça-feira, a Câmara vota a urgência do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária. Na quarta-feira (10), às 10h, está previsto o início da votação do mérito do projeto pelo Plenário da Casa.

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* Com informações da Agência Brasil