TECNOLOGIA

Uso de IA para alterar imagens intencionalmente pode virar crime

Câmara aprova aumento de pena para quem usar IA para criar ou modificar imagens com objetivo de cometer violência contra mulheres.
Redação Portal Norte
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A Câmara dos Deputados analisa uma proposta que pune com prisão quem usar inteligência artificial (IA) para praticar violência contra a mulher.

A proposta inclui a criação ou modificação de fotos, vídeos ou áudios com o objetivo de cometer esse crime.

Segundo o texto, do deputado Fred Linhares (Republicanos-DF), quem praticar esses atos poderá ser punido com reclusão de dois a quatro anos, além de multa.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo da relatora, deputada Dayany Bittencour (União-CE) e
a mudança, segundo a parlamentar, segue outras leis que tratam de crimes cibernéticos.

O texto substitutivo dobrou a pena original, que era de reclusão de 1 a 2 anos.

Segundo a deputada Dayany Bittencourt (União-CE), essa mudança alinha-se a outras leis que tratam de crimes cibernéticos.

Além disso, ela acredita que tipificar esse crime é essencial diante do aumento dos casos de uso de tecnologias para cometer atos de violência contra mulheres.

Ela destacou que “infelizmente, às vezes, um homem de mau caráter pega a imagem a imagem de outra mulher e pega a inteligência artificial e bota a sua foto naquela imagem”.

A deputada disse ainda que as imagens manipuladas podem se espalhar rapidamente, causando depressão e até suicídio em algumas mulheres.

Dayany Bittencourt utilizou o projeto do deputado Saullo Vianna (União-AM) na elaboração do texto em análise.

Além disso, ela lembrou que no ano passado, a repercussão de alguns casos de manipulação de imagens de mulheres por meio de inteligência artificial chamou a atenção para o problema.

Se aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto seguirá para votação no Plenário. A expectativa é que isso ocorra após o recesso do legislativo.

Manipulação por IA

Em 2023, ganharam repercussão alguns casos de manipulação de imagens de mulheres por meio de inteligência artificial, chamando a atenção para o problema.

Nas redes sociais, circularam fotos adulteradas de alunas adolescentes de um colégio no Rio de Janeiro e de outro em Recife.

Atacaram também a atriz Ísis Valverde, divulgando fotos íntimas falsamente atribuídas a ela, mas a polícia descobriu que eram falsas.

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