POLÍTICA RONDÔNIA

Justiça de RO nega pedido de suspensão de Prefeito de Nova Mamoré por compra de votos

Justiça Federal nega suspensão de processo contra prefeito reeleito acusado de irregularidades eleitorais. MPF mantém investigações em andamento sobre possível compra de votos.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O prefeito reeleito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, pediu à Justiça que suspendesse o processo criminal em que é acusado de compra de votos nas eleições de 2024.

Ele entrou com uma solicitação de “Ação de Não Persecução Penal” (ANPP), uma medida legal que pode interromper o processo, caso o acusado se comprometa a reparar o dano e cumpra certos requisitos.

Durante campanha, a Polícia Militar abordou o prefeito com R$ 30 mil não declarados à Justiça Eleitoral, o que pode ser configurado como crime de “Caixa 2”.

Assim, ele foi levado à Polícia Federal, mas pagou fiança e não chegou a receber apreensão. Mesmo com a repercussão do caso, Marcélio foi reeleito para o cargo.

Contudo, ele é um dos poucos prefeitos no Brasil e na Região Norte que foi preso em flagrante durante a eleição.

Apesar das acusações por compra de votos, o prefeito tomará posse no cargo em Nova Mamoré no dia 1º de janeiro de 2025. No entanto, o processo segue em andamento.

A morosidade do sistema judicial dificulta que ele seja removido do cargo, mesmo que passe por condenação no futuro.

Por fim, o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou contra o pedido de Marcélio, alegando que as ´preciso concluir as investigações antes de qualquer decisão.

Além disso, a Justiça também manteve a proibição de o prefeito retornar ao distrito de Jacinópolis, pois a presença poderia interferir nas investigações.

Se as investigações confirmarem a compra de votos, o prefeito pode ter seu mandato cassado ou ser impedido de assumir o cargo.