O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma cirurgia de drenagem de hematoma no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser transferido da capital federal na noite de segunda-feira (9).
A cirurgia, que durou cerca de duas horas, foi realizada com sucesso e o presidente evoluiu bem.
De acordo com os médicos responsáveis, o hematoma estava localizado entre o cérebro e a membrana meninge, causando compressão cerebral.
Segundo o médico Roberto Kalil Filho, o sangramento intracraniano foi observado em um exame de rotina após Lula procurar a unidade do Sírio Libanês de Brasília por sentir dores de cabeça. Uma ressonância magnética comprovou a hemorragia.
Ainda de acordo com Kalil, Lula não terá com sequelas por conta da cirurgia. “Ele não teve nenhuma lesão cerebral”, disse o médico pessoal do presidente.
O sangramento foi removido e o cérebro descomprimido, com as funções neurológicas preservadas.
“O presidente chegou à cirurgia consciente e, após o procedimento, estava praticamente acordado, conversando normalmente e se alimentando”, informaram.
Durante todo o processo, Lula se manteve lúcido e orientado.
“Quando chegou à sala de cirurgia, ele estava consciente. Realizamos os exames no Hospital Sírio de Brasília e, em conjunto, decidimos transferi-lo para São Paulo”, disseram os médicos.
A equipe afirmou que ele permanecerá em observação nos próximos dias, mas seu quadro é estável.
Segundo a equipe médica, se a recuperação de Lula continuar evoluindo positivamente, ele deverá retornar à capital federal no início da próxima semana, caso não haja complicações.
Os médicos destacaram que Lula segue conversando e se alimentando normalmente, sem sinais de complicações.
O presidente está sendo monitorado e continuará sob vigilância médica durante sua recuperação.
A entrevista coletiva foi conduzida pelos médicos Roberto Kalil Filho, Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma, Marcos Stavale e Mauro Suzuki.