DIREITOS HUMANOS

Governo vai abrir posto de acolhimento para brasileiros deportados dos Estados Unidos

Decisão foi tomada após crise envolvendo avião com deportados que pousou em Manaus com brasileiros algemados. Ministérios e Congresso se mobilizam para garantir acolhimento humanitário.
Redação Portal Norte
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O governo federal vai abrir um posto de acolhimento para os brasileiros deportados dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins), segundo a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. 

A declaração da ministra aconteceu após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (28).

A informação sobre o posto de acolhimento surge em meio a uma crise de deportação envolvendo um avião de deportados com brasileiros, que precisou pousar em Manaus.

A aeronave sofreu com problemas técnicos e teve o voo para Belo Horizonte, que era o destino final, cancelado. 

Contudo, ao chegar na capital do Amazonas, os brasileiros reportaram à Polícia Federal que chegaram em solo brasileiro com os pés e mãos algemados.

As condições dos deportados brasileiros preocupou as autoridades, principalmente o governo Lula. Assim, o presidente se reuniu com os ministros Ricardo Lewandowski, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, José Múcio, ministro da Defesa, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores, além da Macaé. 

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno também estavam.

“Fomos autorizados a iniciar a tratativa para estabelecer em Confins um posto de acolhimento humanitário. Tendo em vista que poderemos ter mais voos [com deportados] previstos”, afirmou a ministra.

Vale destacar que a Polícia Federal (PF) informou que o uso de algemas em deportados pelas autoridades estadunidenses é rotineira. De acordo com a corporação, as algemas foram retiradas dos deportados após a aeronave pousar em solo brasileiro.

Além do governo Lula, o Congresso Nacional também toma iniciativas sobre o tema. O atual presidente da Comissão sobre Migrações e Refugiados do Congresso, o deputado Túlio Gadêlha, afirmou que a embaxada dos EUA será acionada, assim como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos para discutirem sobre o tratamento dos deportados.