POLÍTICA

PF enviará ao STF um novo relatório sobre a tentativa de golpe de Estado

Documento complementar da PF revelará detalhes sobre planos de assassinato de autoridades. PGR deve apresentar denúncias ao STF no próximo mês.
Redação Portal Norte
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Nos próximos dias, a Polícia Federal (PF) deve enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório complementar sobre a tentativa de golpe de Estado de 2022, que culminou nos atentados do 8 de janeiro.

O documento trará mais informações colhidas durante a Operação Contragolpe, deflagrada em novembro de 2024, revelando supostos planos para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que investigadores não encontraram “elementos suficientes” para indiciar Eduardo e Michelle Bolsonaro.

Até agora, 39 pessoas foram indiciadas pela corporação por suposta participação na trama golpista, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os generais Braga Netto e Augusto Heleno, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República.

Operação Contragolpe

Durante a Operação Contragolpe, foram identificados outros nomes que estariam envolvidos nas articulações criminosas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está avaliando o relatório da PF com os 37 indiciados e no próximo mês, deve apresentar as denúncias ao Supremo.

Durante a delação, Mauro Cid afirmou desconhecer a tentativa de assassinato das autoridades e disse não poder confirmar se Bolsonaro estava envolvido no comando das ações.

A PF encontrou informações no celular de Cid sobre o plano de matar Lula, Alckmin e Moraes. A PGR pediu uma nova prisão do tenente-coronel, mas a solicitação foi rejeitada pelo ministro do STF. O militar responde ao processo em liberdade, mas faz uso de tornozeleira eletrônica.

Além dos militares, a PGR também deve enviar uma denúncia contra integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que teria contribuído “por ação ou omissão”, durante o atentado de 8 de janeiro.

*Com informações do Correio Braziliense