Dez ministros do governo Lula (PT) foram exonerados para participarem das eleições do Senado Federal e da Câmara dos Deputados que acontecem neste sábado (1º), às 10h e às 16h, respectivamente.
As exonerações, assinadas por Lula, estão na edição desta sexta-feira (31) do Diário Oficial da União (DOU), válidas a partir do sábado.
No entanto, os ministros voltarão a ocupar suas cadeiras após as eleições.
Quem vai participar do processo decisório?
No Senado:
- Carlos Fávaro (PSD-MT) – Agricultura;
- Wellington Dias (PT-PI) – Desenvolvimento Social;
- Camilo Santana (PT-CE) – Educação;
Na Câmara:
- Alexandre Padilha – Secretaria das Relações Institucionais;
- Juscelino Filho – Comunicações;
- Paulo Teixeira – Desenvolvimento Agrário;
- André Fufuca – Esportes;
- Silvio Costa Filho – Portos e Aeroportos;
- Celso Sabino – Turismo;
- Luiz Marinho – Trabalho.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), está na lista de quem não foi liberado para a votação. A sigla de Guajajara lançou o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) à presidência da Câmara.
Lula se abstém de apoio
Durante conversas com jornalistas na última quinta-feira (30), o presidente Lula preferiu não se comprometer quanto a quem é seu preferido nas duas casas.
“A eleição na Câmara e no Senado é uma questão dos partidos políticos, dos deputados e dos senadores. O presidente da República não se mete nisso”, disse.
Lula afirmou ainda que se os preferidos aos cargos, Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara, e Davi Alcolumbre (União -AP) no Senado, forem eleitos, as tratativas serão feitas “da forma que tiverem que ser”.
Apesar de todas as articulações já indicarem a eleição dos favoritos, há outros nomes concorrendo.
Na Câmara, além de Motta e Vieira, Marcel Van Hattem (Novo-RS) tenta, pela quarta vez consecutiva, chegar à presidência da Câmara.
No Senado, Alcolumbre enfrenta Eduardo Girão (União-CE), Marcos Pontes (PL-SP), Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Marcos do Val (Podemos-ES).