POLÍTICA

‘Não é um problema do Trump, é um acordo de deportação’, diz Lula sobre repatriados

Lula afirma que repatriações de brasileiros dos EUA seguem acordo internacional e promete acompanhamento com direitos humanos. Novo voo chega a Fortaleza para evitar algemas no território brasileiro.
Redação Portal Norte
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Os brasileiros que estão sendo repatriados, especialmente dos Estados Unidos (EUA), estão com todas as atenções garantidas pelo governo Lula (PT).

“Vamos cuidar com muito carinho dessas pessoas, que são brasileiras e gostariam de continuar, por exemplo, trabalhando, mas o governo americano não aceita, então trabalharemos com uma questão de direitos humanos”, disse o presidente durante coletiva de imprensa a rádios mineiras na manhã desta quarta-feira (5). 

O chefe do executivo explicou ainda que o tratamento dos brasileiros pelos EUA não se originaram no governo de Donald Trump (Republicano). 

“Não é um problema do Trump, esse é um problema que vem de um acordo ainda da época do governo Temer, depois no governo Bolsonaro, e foi feito ainda no governo Biden. É um acordo de deportação que aqui nós tratamos como repatriação”, afirmou. 

Repressão

Um novo voo chega ao Brasil nesta sexta-feira (7). Desta vez, o desembarque acontece em Fortaleza, alterando o plano inicial, que era o avião pousar em Belo Horizonte. 

No entanto, a medida busca evitar que os brasileiros fiquem algemados já dentro do Brasil, como no voo passado.

“Com o avião parando em Fortaleza, nós vamos ver quantas pessoas são, de que estados são, para que sejam cuidadas. Há uma conversa com o Itamaraty e a polícia federal para começar a ter esses dados já em Louisiana (EUA) onde eles embarcam, para uma boa recepção”, explicou. 

Lula esclareceu que a chegada dos cidadãos algemados foi dialogada com a Polícia Federal, com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), sendo coibida.

“Enquanto eles estão no avião dentro do território americano, eles seguem a política dos Estados Unidos, mas quando chegam aqui, ao território nacional, eles se submetem à legislação brasileira”, expôs.