ENERGIA

Petróleo no Amazonas: Marina Silva afirma não ter influência sobre exploração na região

Ministra do Meio Ambiente afirma que decisão sobre exploração de petróleo na Amazônia cabe ao Ibama, não ao seu ministério. Tema ganha força com nova presidência do Senado.
Redação Portal Norte
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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), afirmou não ter influência sobre o processo da liberação da exploração de petróleo na bacia da Foz no Rio Amazonas, no extremo Norte do país.

A Petrobras quer explorar petróleo na região chamada Margem Equatorial e tenta conseguir licença ambiental.

Em nota, divulgada na tarde desta quinta-feira (6), a ministra explicou que o Ibama é o responsável por conceder as licenças ambientais.

O que cabe à pasta são as competências da definição da política energética brasileira.

“No caso da bacia da Foz do Amazonas, trata-se de um empreendimento de alta complexidade ambiental”, pontuou Marina.

O tema ganhou destaque após o senador Davi Alcolumbre (União-AP) assumir a presidência do Senado Federal, no último sábado (1º).

O parlamentar é um dos grandes entusiastas para exploração de petróleo na região.

Processo das licenças

O processo da obtenção da licença ambiental para a exploração do petróleo na região passou por diversas negativas.

Em 2019, o pedido foi negado durante o governo do presidente Michel Temer. Por duas vezes, na gestão de Marina Silva, o Ibama emitiu pareces técnicos em relação ao pedido sob domínio da Petrobras.

Em maio de 2023, a licença também foi indeferida. Depois, a empresa apresentou novamente o projeto e, em outubro de 2024, o Ibama solicitou o envio de ajustes e complementações.

“Não cabe a mim, como ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, exercer qualquer influência sobre essas licenças, do contrário, não seriam técnicas. Ibama ou MMA não têm atribuição para decidir se o Brasil vai ou não explorar combustíveis fósseis na Foz do Amazonas ou em qualquer outra bacia sedimentar brasileira”, explicou a ministra.

Críticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já tinha defendido a ministra Marina Silva em entrevista a rádios de Minas Gerais nesta semana.

Ele reforçou que não cabe a ela decidir se poderão ou não explorar petróleo na Margem Equatorial.

A Petrobras prevê um investimento de US$ 3,1 bilhões para exploração de petróleo e gás na região da Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá.