Com o objetivo de fortalecer um ato previsto para o dia 16 de março em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) instruiu o cancelamento de manifestações “Fora Lula” previstas em diversos estados do Brasil.
Líderes da direita de Minas comunicaram a decisão pelas redes sociais. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, esclareceu que apenas tinha o poder de “apoiar”, sem abertura para manter ou não o evento.
Como eu não estava organizando a manifestação em BH, não tinha o poder de cancelar ou não. Somente de apoiar – como estava fazendo. E até então, estava mantida. Agora, não mais, pelo que soube, junto com vocês aqui 👍🏻
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) February 22, 2025
O que será defendido no RJ?
Na semana passada, o ex-presidente disse que os assuntos a serem tratados no ato de Copacabana são:
- Liberdade de expressão;
- Segurança;
- Custo de vida;
- Anistia já;
- Fora Lula;
Quando ainda não havia mudanças nos cronogramas de outras cidades, Bolsonaro sugeriu que as pautas não necessariamente seguiriam a do Rio.
“Manifestações por todo o Brasil e eu peço a você que vai participar que procure saber qual é a pauta e quem estará organizando esse momento”, comentou.
Em Manaus, lideranças e movimentos de direita tinham se organizado para a passeata.
O que pensam os direitistas?
Parte da população insatisfeita com o atual governo federal, de Lula (PT), mostrou insatisfação com a decisão. Na rede social X, a internauta Arsol Oliveira, que se define como “cidadã brasileira, patriota e temente a Deus”, defendeu que haja um desprendimento de Bolsonaro.
“Por que ficamos tão dependentes da família Bolsonaro? A direita sempre existiu antes de Bolsonaro, só não tinha sido rotulada! O povo em que ir às ruas pelo que acredita e não porque um político populista e oportunista mandou”, declarou.