Às vésperas das folias de carnaval, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) mudou o tom e teve um momento de descontração, sem pautas de valor verdadeiramente políticas, e enfatizou a importância do evento para o DF.
Há parlamentares que gostam e não gostam de curtir o momento, mas a defesa pela movimentação da cidade em fins culturais e financeiros é consenso entre os colegas.
O deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) destacou que “pessoalmente, não gosta de carnaval”, mas que “respeita a liberdade das pessoas”, reconhecendo que “o carnaval gera divisas para o DF”.
Conhecido por estar sempre em eventos culturais do DF, como no famoso “Samba da Tia Zélia”, localizado na Vila Planalto, o deputado Fábio Félix (Psol) celebrou a chegada da festa, garantindo que essa traz avanços locais.
“Lutamos muito para que houvesse financiamento público do carnaval. É uma festa popular que fomenta a economia da cidade”, afirma.
Félix ressaltou que “Brasília tem blocos incríveis” e que deve ser um momento de alegria e respeito, prezando por um ambiente amigável sem a presença de preconceitos, como machismo, homofobia e racismo. “Um carnaval livre de violência”, diz.
Ele lembrou ainda que a locomoção será democratizada, com tarifa zero no feriado. “Você que vai curtir a folia ou circular para qualquer lugar da cidade vai poder usar o ônibus e o metrô de graça”, comentou.
Números e confrontos
De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, 260 bloquinhos de carnaval se inscreveram para a seleção da festa de rua deste ano.
Para que o movimento aconteça, o secretário Cláudio Abrantes, em entrevista ao programa CB.Poder, destacou na última quarta-feira (26) que “esse ano, foram investidos R$ 8,5 milhões no carnaval”.
O trabalho feito para chegar a esses números não agradam, no entanto, a todos. O deputado Thiago Manzoni (PL) é contra o financiamento.
“Não vejo como obrigação do Estado destinar nenhum centavo ao carnaval. O Estado tem outras prioridades”, pontuou.