POLÍTICA

‘Sobras eleitorais’: saiba como decisão do STF interfere no cenário do DF

Decisão do STF sobre distribuição de vagas eleitorais afeta resultado das eleições de 2022 no Distrito Federal, com mudança de representante na Câmara.
Redação Portal Norte
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Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), da última quinta-feira (13), altera as regras de distribuição das chamadas “sobras eleitorais” nas eleições de 2022. 

Entenda

As sobras são focadas no sistema proporcional, que é responsável por eleger deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. O sistema considera, além da quantidade de votos do candidato, a participação do partido ou federação. 

Com isso, são estabelecidas duas contas. Primeiro, do quociente eleitoral, que determina quantos votos um partido precisa para eleger pelo menos um deputado. Neste caso, o total de votos válidos é dividido pelo número de vagas em disputa. 

O outro ponto é o quociente partidário, que traz definição de quantas cadeiras cada partido tem direito de ocupar em determinada Casa Legislativa. Assim, o número de votos de cada partido ou federação é dividido pelo quociente eleitoral.

No entanto, nem todos os partidos alcançam o quociente eleitoral e nem todas as cadeiras são preenchidas, surgindo as sobras. As vagas são disputadas unicamente por siglas que alcançaram pelo menos 80% do quociente eleitoral e candidatos que tiveram ao menos 20% do quociente eleitoral.

A distribuição das sobras foi alterada pela minirreforma eleitoral de 2021. Em fevereiro de 2024, a Corte declarou as sobras como inconstitucionais e o entendimento seria válido a partir de 2024, contudo, em julgamento do dia 13, encerrando a pauta, os ministros resolveram por fazer valer a partir de 2022, o que impacta no resultado do pleito daquele ano para a Câmara.

Mudanças 

O Distrito Federal (DF) é um dos destaques quando é esse o assunto. Há uma vaga para ser mudada.

Quem perde? 

  • Gilvan Máximo (Republicanos-DF).

Quem entra? 

  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

São dois nomes de posições opostas. Quem deixa a cadeira, Gilvan Máximo, está ao lado do governador Ibaneis Rocha (MDB), tendo sido secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF no primeiro mandato do governador.

Em seu lugar, Rollemberg assume vaga da Câmara. Ele foi chefe do executivo local entre 2015 e 2018. Nas eleições de outubro de 2018, perdeu em segundo turno para Ibaneis, com total de 30,20% dos votos válidos, Ibaneis teve 69,80%. Estava, até então, como Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

Neste contexto, fica o questionamento: será que também veremos mudanças no Governo do Distrito Federal (GDF)? Uma Pasta se abrirá para Máximo, visto a proximidade com Ibaneis?

Para além disso, parlamentares da região Norte também são afetados. São eles:

  • Silvia Waiãpi (PL-AP);
  • Sonize Barbosa (PL-AP);
  • Dr. Pupio (MDB-AP);
  • Lázaro Botelho (PP-TO);
  • Lebrão (União Brasil-RO);
  • Professora Goreth (PDT-AP).

Em seus lugares, assumem:

  • Paulo Lemos (PSOL-AP);
  • André Abdon (Progressistas-AP);
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP);
  • Tiago Dimas (Podemos-TO);
  • Rafael Fera (Podemos-RO);
  • Professora Marcivania (PCdoB-AP).

Agora, cabe à Justiça Eleitoral aplicar a decisão e a Câmara dos Deputados realizar defesa.

*Com informações de CNN